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Cães confinados em caixa são resgatados com escolta da PM

Animais estavam presos dentro de barraco de madeira em Campinas; mulher que os confinou já havia prendido cachorro cego

| Especial para ACidade ON

Maya no pré-operatório, sendo atendida pela veterinária Ingrid (Foto: Cedida) 


Protetoras independentes, escoltadas pela Polícia Militar, resgataram duas cachorras que viveram cerca de dois meses confinadas, dentro de caixas de madeira, no Jardim São Pedro, em Campinas. O caso é recorrente, porque a mulher que as confinou já havia confinado - por 3 anos - um outro cachorrinho cego dentro de um outro caixote.

Uma das cachorrinha ganhou o nome de Maya, e, a outra, de Duda. Maya está sendo operada nesta terça-feira (17), em caráter de urgência, para retirada de fetos mumificados dentro do útero. Os filhotes mortos foram detectados por um ultrassom.

"Ela teve uma gestação, mas esses filhotes não resistiram. Isso começou a produzir infecção, que gerou muco (que estava sendo expelido pela vagina) e gás. Ela tem uma associação de fetos mortos dento (do abdômen) com piometria (infecção uterina). E, infelizmente, há riscos nessa cirurgia, mas o quanto antes a gente operar, melhor. Outra alteração apontada pelo ultrassom foi aumento do baço, que pode ter sido causado por parasitose, toxemia (entre outros fatores)", afirma a veterinária  Ingrid Silverio, da Clínica S.o.S MerkVet.

Já Duda está em observação.  

Caixote de madeira onde cachorrinhas estavam confinadas (Foto: Cedida)
 
"Além de resgatarmos cães de rua, temos que ficar atentas aos animais que são negligenciados dentro das casas. Há 3 anos, eu retirei o Bob dentro de um caixote, nas mesmas condições da Maya e da Duda, dessa mesma mulher. E ela não queria nos entregar as cachorras. Precisamos de escolta da polícia pra poder fazer o resgate. E isso como se já não tivéssemos problemas suficientes", declara a protetora Marynes Silva, do Abrigo Adorável Vira-Lata, Proteção e Amor.

Marynes resgatou as cachorrinhas com o auxílio da protetora independente Ana Iara Lima.

"Depois que foi resgatado, há 3 anos, Bob viveu um ano, antes de morrer. Já estava velhinho, mas pelo menos morreu com dignidade, livre, sendo muito amado", acrescenta Marynes.

A protetora é aposentada e sustenta o abrigo com recursos próprios. Precisa constantemente de ração, medicamentos, vermífugos, antipulgas, carrapaticidas e ajuda financeira para arcar com procedimentos veterinários.

Hoje, o abrigo está com 40 cães, todos disponíveis para adoção. Só de ração, precisa de pelo menos 200 quilos por mês o equivalente a no mínimo R$ 900,00.

Caso sobreviva à cirurgia, Maya ainda não tem previsão de alta. A conta na clínica está por volta dos R$ 1.400,00. "Toda ajuda é bem-vinda", afirma a aposentada.

Quem quiser ajudar, deve contatá-la pelo WhatsApp:  (19) 9-9270-5779. 

Resgate foi feito com escolta da PM (Foto: Cedida)

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