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Covid-19: Anvisa orienta distância entre passageiros em voos

Recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária é para reduzir riscos de transmissão do novo coronavírus em viagens de avião

| ACidadeON Campinas

Distanciamento entre passageiros nos aviões é recomendado para reduzir riscos de transmissão do coronavírus

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda às companhias aéreas para que, "sempre que possível, aloquem os viajantes distantes uns dos outros dentro das aeronaves". A orientação está prevista em Nota Técnica da Anvisa, de 16 de Maio, entre outros protocolos a serem adotados em aeroportos e aeronaves para reduzir os riscos de transmissão do novo coronavírus em viagens de avião.  

No entanto, é importante destacar que essa recomendação de distância entre viajantes nas cabines de avião não é regra, ou seja, as empresas não estão obrigadas a garantir isso aos passageiros. Portanto, aí está uma oportunidade para que as empresas aéreas ofereçam algo a mais e conquistem novos clientes quando forem retomadas as viagens.  

O que dizem as companhias aéreas  

Cias aéreas afirmam que adotarão distanciamento entre passageiros nos aviões "sempre que possível"
A seguir, confira o que informam as Cias aéreas com mais operações de voos nacionais sobre a recomendação da Anvisa de distanciamento entre viajantes nos aviões: 

LATAM AIRLINES: "sempre que possível, o assento do meio será bloqueado." 

GOL LINHAS AÉREAS INTELIGENTES: "orienta seus clientes que, no momento da escolha de assento no voo, optem por lugares com uma distância segura dos outros passageiros". Nesse caso, é importante destacar que, nas passagens aéreas compradas com tarifas promocionais, a marcação gratuita de assentos só é liberada 48 horas antes do embarque.  

AZUL LINHAS AÉREAS BRASILEIRAS: "busca adotar essa medida de distanciamento dentro da aeronave sempre que possível, mas acredita que outras medidas já em vigor sejam mais eficazes. Entre essas medidas estão a medição de temperatura e disponibilização de luvas e máscaras aos tripulantes, a disponibilização de álcool em gel e o uso obrigatório de máscara por todos no voo."  

Entre as Cias aéreas internacionais, a American Airlines e a Air Canada divulgaram medidas relacionadas. No mês de Maio, a AMERICAN AIRLINES reduziu para 50% a lotação máxima dos assentos da cabine principal em todos os seus voos. A AIR CANADA anunciou que, de 15 de Maio a 30 de Junho, seriam bloqueados todos os assentos adjacentes (ao lado) da categoria "Economy".  

IATA: "baixo risco de transmissão"  

Contudo, estudos divulgados pela IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) indicam que o risco de transmissão do coronavírus dentro dos aviões é baixo. A Associação representa 290 empresas aéreas, que abrangem 82% do tráfego aéreo global. Segundo a IATA, esses estudos de monitoramento de voos recentes, que incluíram passageiros com sintomas de Covid-19, concluíram pela não ocorrência de transmissão à bordo. 

Uma análise mais detalhada da IATA com o rastreamento de contato de 1.100 passageiros, entre Janeiro e Março, que tiveram Covid-19 confirmada após viagens aéreas, não revelou transmissão secundária entre os mais de 100 mil passageiros nos mesmos voos. Nesta análise, apenas dois possíveis casos de transmissão do coronavírus foram detectados entre membros da tripulação.  

Foi com base nesses dados que a IATA se posicionou contrária à restrição de uso do assento do meio nas aeronaves como medida de distanciamento social. Além, claro, do consequente aumento de até 54% nos preços das passagens aéreas, o que restringiria o acesso a viagens de avião.  

Esta é apenas uma entre várias recomendações da Anvisa e medidas de biossegurança, que vêm sendo adotadas pelo setor aéreo para reduzir os riscos de transmissão do novo coronavírus e tornar mais seguras as viagens de avião. Você pode conferir todas essas informações em publicação especial do embarque40mais.com.  

Referências: 

Texto redigido e editado pela jornalista Michele da Costa, com informações da Anvisa (Nota Técnica nº 101/2020), IATA e das Cias aéreas mencionadas, por meio de suas assessorias de imprensa ou disponíveis em seus sites oficiais em 21/05/2020.  

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