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Pole Sport: da sensualidade a esporte reconhecido

Com acrobacias que estimulam a tonificação muscular, o Pole Sport vem conquistando adultos e crianças que procuram mais dinamismo e diversão

| ACidadeON/Ribeirao

Pole Sport é bom para o desenvolvimento muscular e a autoconfiança (Foto: Francine Micheli)
A rotina das séries e a falta de motivação são algumas das principais causas que levam mulheres a desistirem de seus treinos nas academias tradicionais. Para essas que buscam mais diversão e dinamismo enquanto queimam calorias, o Pole Trick pode ser uma ótima opção. E sim, pode tirar da mente o aspecto sexualizado normalmente associado ao Pole Dance. Aqui o foco é o desenvolvimento muscular e a autoconfiança.

Desenvolvido a partir do Pole Dance tradicional dança tipicamente voltada ao público feminino que utiliza uma barra vertical como apoio e que é símbolo de sensualidade o Pole Trick, também conhecido como Pole Fitness ou Pole Sport - mistura os movimentos clássicos da dança com ginástica olímpica e técnicas circenses como o contorcionismo e acrobacias.

Aqui em Ribeirão Preto, o Backstage Studio é pioneiro na prática e oferece a modalidade desde 2009. Tudo em uma aula em sala especial com linóleo e muita música, além de outras atividades ligadas às artes circenses.

De acordo com a proprietária do espaço Lais Luiza Bellodi Benatti, o Pole Fitness já é considerado como esporte oficial no Brasil e as federações esportivas também estão em luta para incluí-lo como modalidade olímpica, o que até agora não aconteceu. Segundo ela, O pole é um esporte que trabalha todos os músculos, além de trabalhar o equilíbrio, a coordenação motora e a autoestima. "Apenas a prática dele já auxilia na melhora da qualidade de vida e no desenvolvimento muscular".

Uma aula de Pole Dance Fitness pode queimar até 500 calorias e os resultados já podem ser percebidos nos primeiros meses de prática, especialmente na definição muscular dos membros inferiores e abdome, mais usados nos movimentos. Para Laís, a prática do pole é para qualquer pessoa: homens, mulheres, adolescentes, crianças e até idosos. "Até gestantes podem praticar, desde que com os devidos cuidados e segurança, não há restrição. Como tem diversas vertentes, atende a todos os públicos. Só não é indicado para quem tem alguma restrição médica".

Campeã no Pole

A arquiteta Raquel Winnie de Freitas levou o Pole Sport muito a sério e deixou a profissão de lado para se dedicar integralmente ao esporte. Há seis anos, passou a se dedicar a competições oficiais no Brasil e, após bons resultados, começou a subir no ranking da Federação Brasileira de Pole Dance. Ela conquistou o 1º lugar no Campeonato Latino Americano de Pole Sport no Chile e se classificou para o mundial na Itália, em 2016, onde ficou em 9º no ranking mundial com a sua dupla Tamires Fruh. Atualmente, Raquel está competindo solo.

"O esporte está sendo cada dia mais reconhecido e, apesar de não ser considerado olímpico, já existem federações e campeonatos oficiais importantes. O julgamento e o código são muito parecidos com os das ginásticas artística e rítmica e acredito muito que em breve seremos enquadrados como modalidade olímpica", diz Raquel.
 
 

Criança também pode

Para quem ainda pensa que o Pole Sport é uma modalidade exclusiva para o público adulto, a pequena Valentina Watanabe, de seis anos, vem provar que não é bem assim. Acompanhando a tia, a veterinária Michele Watanabe, 50 anos, há anos, pediu para ser matriculada oficialmente nas aulas, em uma turma exclusiva para crianças, o Pole Kids.

Em poucos meses, já demonstra uma incrível facilidade nos movimentos acrobáticos. "Gosto mais do movimento de diva", diz a tímida caçulinha, posando pra foto.

Já a tia, Michele, pratica Pole Sport há oito anos e afirma que os benefícios são muitos. "Ganhei mais autoconfiança, um corpo mais fortalecido. É um esporte completo a cada aula você supera seus limites. Não é fácil, mas é muito gostoso", diz.

E para enfrentar o preconceito que ainda paira sobre o imaginário popular, a professora Gisele Canhete, 24, tem uma receita básica. "Sempre quando digo que dou aulas de Pole Dance vem alguém fazer piadinhas. É ignorância e se a pessoa dá brecha, explico que é um esporte e todos os movimentos que fazemos. Sempre tem uma expressão de surpresa no final", brinca a professora, que também se dedica às artes circenses.

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