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A polêmica em torno do glúten: 5 perguntas e respostas

Faz mal? Engorda? Melhor tirar da dieta? Saiba o que é mito e o que é verdade sobre a proteína mais discutida dos últimos tempos

| ACidadeON/Ribeirao

Tiago Mazzilli desvenda os mistérios do glúten (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
 
Glúten. A proteína de origem vegetal é um dos maiores alvos de polêmicas nos últimos anos. Presente no trigo, centeio e cevada, o glúten fornece substrato para as funções celulares, assim como qualquer outro tipo de proteína. 

Consumir ou não consumir, eis a questão. Embora o glúten seja prejudicial a pessoas que apresentam intolerância, muitas pessoas têm retirado a proteína da dieta com a promessa de uma vida mais saudável.  

Nas prateleiras dos supermercados, a oferta de rótulos "sem glúten" é cada vez maior. Mas por quê? Até onde o glúten é vilão quando falamos em alimentação? O nutricionista Tiago Mazzilli fala sobre mitos e verdades acerca do consumo da proteína.  

Glúten faz mal à saúde?  

De acordo com o nutricionista, isso é apenas verdade para quem apresenta intolerância ao glúten. "Nos celíacos, por exemplo, o glúten não é bem tolerado pelo intestino, intestino gerando uma reação no sistema imunológico que pode causar diarreia, dores e inchaço", afirma.  

Vale lembrar que a doença celíaca é uma doença autoimune, ou seja, não tem cura. Pessoas diagnosticadas com o problema devem evitar permanentemente a ingestão de glúten.  

Dieta livre de glúten ajuda na perda de peso?  

Mito! Segundo Mazzilli, todo processo de emagrecimento ocorre quando há menor ingestão e maior gasto de calorias. "Em linhas gerais, emagrecemos quando gastamos mais energia fazendo exercícios e atividades físicas, juntamente com uma restrição alimentar. Nenhum alimento tem o poder de emagrecer ou engordar", explica.  

Dietas que restringem o consumo de glúten funcionam em quem não tem intolerância?  

"Não faz o menor sentido", atenta o nutricionista. O emagrecimento acontece, segundo Mazzilli, porque a pessoa substitui uma opção mais calórica por algo mais leve, e não pelo simples fato de retirar o glúten da dieta.  

"Vamos a um exemplo simples. A pessoa estava acostumada a jantar lanches, massas, pizza. Aí, "retira o glúten" e passa a ingerir salada e filé de frango. Essa pessoa provavelmente vai emagrecer. Não por causa do glúten, mas sim pela economia de calorias que essa troca proporcionou", diz.  

Alimentos sem glúten são mais saudáveis que as versões com a proteína?  

Não necessariamente. Segundo o nutricionista, é preciso observar com atenção a tabela nutricional destes alimentos. Ao compararmos tapioca com pão de forma integral, por exemplo, observamos que uma colher de sopa de tapioca (20g), equivale, em quantidade de carboidratos, a uma fatia de pão de forma integral.  

"O pão integral apresenta maior teor de proteínas e fibras, ou seja, gera maior saciedade em comparação à tapioca, que muitas vezes é utilizada para substituir o pão pela falsa informação de que o glúten faz mal a indivíduos saudáveis. Às vezes, a troca faz com que o indivíduo consuma ainda mais carboidratos do que se estivesse comendo pão", afirma.  

Obesidade tem relação com o consumo exagerado de glúten?  

Teoricamente, não. O problema, segundo Mazzilli, é que na maioria das vezes o obeso consome alimentos em excesso como pizzas, lanches, biscoitos, salgados e doces, que coincidentemente contém glúten em sua composição. "Vale sempre lembrar: o problema não está no glúten, mas sim no excesso de calorias e carboidratos que estes alimentos apresentam", conclui.

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