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Empresa 4.0: Pessoas e gestão

Hoje, finalmente, entramos na era do conceito, onde o modelo de gestão é, muitas vezes, mais importante que o produto

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José Eduardo Fernandes é mestre em Educação da FAAP Ribeirão Preto (Foto: Divulgação)
No tempo das cavernas, vivíamos em tribos, onde mandava aquele que era o mais forte, chamado de chefe. Isso significa que, se você ainda tem chefe, é porque ainda vive nessa época.

Muito tempo depois, passamos pela era agrícola e o dono da terra era quem detinha o poder. Como ele não gostava de fazer o trabalho sujo, contratava o capataz. Hoje, nas nossas empresas, chamamos de gerente.

Entramos, então, na era industrial e, nesse momento, cometeu-se uma das maiores bobagens organizacionais: separou-se a arte do trabalho. A arte passou a ser prazer e o trabalho um sacrifício. Se perguntasse a alguém "por que você trabalha tanto?", provavelmente a resposta seria: "porque eu tenho conta para pagar". E qual é seu sonho? "Meu sonho é me aposentar, para conseguir viver e viajar mais". Ainda bem que essa era durou só 100 anos (ufa).

Já na era da informação, quem detinha a informação, detinha o poder e, também, possuía uma enorme concentração de renda.

Hoje, finalmente, entramos na era do conceito, onde o modelo de gestão é, muitas vezes, mais importante que o produto. Prova disso é que muitas empresas estão mudando seus slogans para se adequar a essa nova realidade.

Na era do conceito, o que prevalece é "se não for bonito, não é útil". Mas como administrar uma empresa nesse período? Colocando as pessoas em primeiro lugar!

O sucesso ou o fracasso de uma empresa está nas pessoas (já disse isso em artigo anterior). As empresas competem por qualidade. E a qualidade está nas pessoas. As empresas competem por inovação. E a inovação vem por meio das pessoas.

É necessário o desenvolvimento de uma liderança (não chefia ou gerência) presente, participativa e atuante; o desenvolvimento de um processo de gestão do conhecimento que valorize e estimule os potenciais individuais; um programa incentivador da retenção de talentos e, finalmente, a promoção de uma cultura da diversidade nas organizações. Existe uma riqueza nisso (é inacreditável que levaram quase 200 anos para descobrir).

O mundo é contingente, e as empresas precisam se adequar a esse novo cenário. Essa miopia faz com que as organizações enfrentem situações difíceis que impedem seu crescimento e a consolidação dos seus negócios.

Lembrem-se: antes do CNPJ vem o CPF.


*José Eduardo Fernandes é mestre em Educação, professor da FAAP Ribeirão Preto e gestor de Recursos Humanos

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