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CampinascoronavirusPandemia: total de famílias em extrema pobreza aumenta 17% em Campinas

Pandemia: total de famílias em extrema pobreza aumenta 17% em Campinas

Famílias mais afetadas são aquelas que sobrevivem com menos de R$ 89 por mês

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Fogão improvisado por conta do valor do gás (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

 

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A pandemia de covid-19 piorou a situação de pessoas que já viviam em condições socioeconômicas ruins em Campinas. Um levantamento da Prefeitura de Campinas apontou que este grupo, que é aquele que sobrevive com menos de R$ 89 por mês, cresceu 16,96% entre 2020 e 2021.

O número de famílias em extrema pobreza passou de 38,2 mil para 44,27 mil. Além disso, o número de famílias inscritas no Cadastro Único, ou seja, que dependem de algum auxílio para sobreviver, passou de 85 mil para 92 mil, segundo o levantamento.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com deficiência e Direitos humanos de Campinas, o aumento ocorreu porque no segundo ano da pandemia, muitas famílias continuam desempregadas, sem auxílio emergencial e, por isso, não conseguem arcar com os custos básicos. 

IMPACTO

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Na casa da moradora Isamara Assunção Ramos, na região do Jardim do Lago 2, a pandemia afetou toda a renda familiar e ela teve que improvisar um fogão à lenha para economizar o valor do botijão de gás.

“Na geladeira temos água, gelo. Mistura nenhuma. De um ano para cá a renda da minha família caiu muito. Isso porquê meu esposo trabalhava de carteira assinada mas deram as contas dele. Então agora trabalha por dia, e quando tem. Ano passado a gente conseguia fazer uma comprinha melhor, ter carne, verdura. Esse ano não tá dando mais. Não compro gás porque está muito caro”, disse. 

A família da catadora de recicláveis Marina Stella da Silva teve que se mudar para um barraco de madeira após perder a renda fixa neste ano. Em 2020, eles moravam em uma casa de alvenaria, quando conseguiam pagar o aluguel com uma renda total de R$ 1,5 mil por mês. Agora, esse valor chega a R$ 1 mil, gastos quase tudo com comida.

“Hoje ganhamos R$ 47 com a reciclagem. Compramos um pouco de ovo, compramos umas coisinhas que estavam faltando, como açúcar. A gente vai se virando como pode. Esse ano piorou. No ano passado, a gente tinha geladeira, tinha as coisas certinhas. Mas a geladeira queimou, o carrinho de reciclagem quebrou. Agora estamos indo na carriola, e ficou mais difícil ainda a situação”, disse. 

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Pandemia piorou situação de famílias em extrema pobreza em Campinas (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

AJUDA

Diante disso, muitas famílias recorrem ao auxílios assistenciais da Prefeitura, que registraram aumento. “O Cadastro Único é utilizado para que as famílias tenham acesso aos programas de transferência de renda. Então, quando elas buscam é porque precisam de fato. Então estamos sensíveis a essa causa e que, de fato, aumentou. “, disse a secretária da pasta de Assistência Social de Campinas, Wandercleya Moro.

Apesar disso, alguns serviços não chegam a todos que precisam. Entidades como a Cufa (Central Única das Favelas) de Campinas têm atuado para ajudar com cesta básica e botijão de gás, por exemplo.

“A gente vê que casos do que o que era ruim, ficou pior. Pessoas que tinham aluguel em uma favela e vieram parar em uma ocupação. Então vemos a situação e a necessidade dessas pessoas aumentarem. Às vezes é um único leite que chega, uma fralda, somos nós que trazemos. Já tive relatos de pessoas que não comiam há dois dias”, disse.

OS DADOS

BAIXA RENDA
famílias com renda mensal por pessoa de R$ 178,01 até meio salário salário mínimo
2020: 16.808
2021: 18.075
Aumento de: 7.53%

SITUAÇÃO DE POBREZA
famílias com renda mensal por pessoa de R$ 89,01 até R$ 178,00
2020: 8587
2021: 8672
Aumento de: 0.98%

EXTREMA POBREZA
família com renda mensal por pessoa de até R$ 89,00
2020: 38.279
2021: 44.774
Aumento de: 16.96%

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