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CampinascoronavirusProfessores do Estado anunciam greve para aula presencial

Professores do Estado anunciam greve para aula presencial

Em Campinas, ao menos duas escolas estaduais já confirmaram casos entre os funcionários e outras duas estão com ocorrências suspeitas

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Professores não estão no grupo prioritário de vacina (Foto: Luciano Claudino/Código19) 

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira (5) entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (8) contra a volta presencial às aulas.

Em Campinas, ao menos duas escolas estaduais já confirmaram casos entre os funcionários e outras duas estão com ocorrências suspeitas (leia mais aqui).

A medida foi aprovada por 91,7% dos que votaram na assembleia virtual promovida pela Apeoesp, o sindicato da categoria. O início das aulas na rede estadual está previsto para segunda-feira (8), com revezamento para que sejam atendidos até 35% dos alunos.

A presidente da Apeoesp, deputada estadual Professora Bebel (PT), afirma que a greve é em defesa da vida. “Não há condições para um retorno seguro”, diz. “Recebemos a todo momento fotos e vídeos de professores mostrando banheiros quebrados, lixo acumulado, goteiras, álcool gel vencido. E tudo isso já está causando consequências graves.”

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A entidade defende que as escolas só reabram após a vacinação dos profissionais da educação e divulgou 147 casos infecção por covid-19 registrados até o momento em escolas com algum tipo de atividade presencial.

Já o governo João Doria (PSDB) afirma que as escolas da rede foram equipadas para dar segurança a alunos e educadores e argumenta que o retorno presencial é essencial diante das lacunas de aprendizagem e dos problemas de saúde mental decorrentes do ensino remoto.

Em resposta a ação na Justiça que tentou vetar a volta presencial, a Secretaria da Educação afirmou que nenhum caso de transmissão de covid-19 foi registrado nas escolas estaduais que já tinham reaberto para atividades extracurriculares no ano passado.

OUTRO LADO

Em nota, a Secretaria da Educação disse lamentar que o sindicato “se paute por uma agenda político-partidária completamente desvinculada do compromisso com o aprendizado dos alunos”.

A pasta afirma que tomará medidas judiciais contra a greve e que faltas não justificadas pelos profissionais serão descontadas. “A retomada das aulas é pautada em medidas de contenção da epidemia, obedecendo aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus, embasada em experiências internacionais e nacionais”, diz a nota.

“Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas.”

RODÍZIO DE ALUNOS

Com a progressão de cidades anunciadas para a fase amarela, as escolas privadas e municipais estão liberadas para ter até 70% dos alunos na sala de aula a partir do dia 8. O governo estadual afirma que, nas escolas estaduais, porém, as aulas iniciarão com apenas 35% da capacidade.

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Segundo o governo estadual, durante as duas primeiras semanas de aula haverá uma avaliação sobre sobre o aumento de capacidade. Enquanto isso, permanecerão com o percentual reduzido, sem obrigatoriedade, em esquema de rodízio.

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