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IPTU: Jonas diz que queixas são menores que no ano passado

Prefeito afirma que pessoas precisam ser "esclarecidas" sobre motivos que levaram ao aumento

| ACidadeON/Campinas -

IPTU 2018 em Campinas está dando o que falar (Foto: Divulgação/Prefeitura de Campinas) 

Apesar da enxurrada de reclamações, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), deu mostras na manhã deste domingo (4) que não está nem um pouco disposto a rever o aumento de até 30% no IPTU deste ano na cidade.

Ele disse que, diante das queixas, se reuniu com técnicos da Secretaria de Finanças que disseram que, neste ano, o número de reclamações contra a cobrança do imposto é menor que o registrado no ano passado, quando o reajuste aplicado seguiu apenas o índice da inflação.

"É preciso que a gente tenha informações corretas. Nós fizemos uma atualização do mapa de valores. Metade (dos donos) dos imóveis vai pagar o mesmo valor ou tiveram decréscimo. Se eu mudar agora, vai subir desse pessoal que teve desconto?", disse o prefeito.

Jonas também afirmou que as pessoas que questionam o aumento "muitas vezes precisam apenas de uma explicação". "De cada 10 pessoas que têm procurado o Porta Aberta, oito saem esclarecidas, elas compreendem porque teve essa alteração", afirmou.

O prefeito citou ainda uma decisão proferida pelo juiz Wagner Roby Gídaro, da 2ª Vara da Fazenda de Campinas, em uma ação movida por uma empresa que questionou o reajuste. "A decisão diz que foi legal o processo de aprovação da planta genérica de valores (na Câmara). E diz que teve razoabilidade no aumento", afirmou.

SUSTO

O aumento de até 30% no IPTU de Campinas pegou muita gente de surpresa no início deste ano. O reajuste foi definido pela Prefeitura e aprovado pela Câmara em outubro do ano passado.

Diante das reclamações, o Legislativo deve votar o pedido de abertura de uma CEE (Comissão Especial de Estudos) para analisar o aumento. Além disso, a cidade já enfrentou protestos de grupos contrários ao reajuste e diversas iniciativas na internet para barrar o aumento, como a criação de um projeto de lei de iniciativa popular, que precisa de 42 mil assinaturas para ser levada à Câmara.


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