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O que disseram vereadores de Campinas sobre a morte de Marielle

Sessão desta segunda-feira teve homenagens e algumas opiniões controversas também

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O vereador Edison Ribeiro (PSL) (Foto: Divulgação/Câmara de Campinas) 

Como seria de esperar, boa parte dos discursos dos vereadores de Campinas, no primeiro expediente da sessão desta segunda-feira (19), foi reservada a comentários sobre a morte da vereadora carioca Marielle Franco, executada no Rio de Janeiro.

A primeira a falar foi Mariana Conti, única representante do Psol no Legislativo de Campinas, mesmo partido de Marielle. Ela começou pedindo um minuto de silêncio pela memória da vereadora.

Depois, subiu à tribuna e destacou a importância da luta de Marielle pelos direitos humanos e pelos menos favorecidos.  

"MARIELA"

Aí começaram as opiniões, digamos, mais controversas. Chamando a vereadora de "Mariela", Paulo Galtério (PSB) disse que é preciso tomar cuidado com o que chamou de "vitimização" e "uso político" da morte da vereadora. "Não podemos tirar proveito político das vítimas", afirmou.

Em seguida, porém, lembrou um de seus projetos recentes, que pedia a retirada de adesivos de identificação nos carros usados pelos vereadores em Campinas. O projeto foi derrubado pela Comissão de Constituição e Legalidade.

"Nós (vereadores) podemos ser vítimas de um ato não-premetidado. Nós temos que respeitar a opinião pública, mas quando ela diverge da nossa, temos que aguentar e sofrer o desgaste", afirmou. "Os vereadores andam na periferia oito, dez da noite. Estamos todos em risco", disse.

Ao apresentar o projeto, Galtério afirmou que os adesivos "expõem" os vereadores e citou o registro de furtos de pneus e estepes de veículos usados pelos parlamentares. "Mas não podemos usar essa morte como algo político", reiterou.   

Também chamando a vereadora de "Mariela", Edison Ribeiro (PSL) disse o caso mostra que o País "precisa de paz". Depois, ponderou: "a pessoa também tem que pensar bem no que fala. Quem fala o que quer ouve o que não quer. Então tem que prestar bastante atenção, a pessoa não pode ficar falando de qualquer maneira", disse. 

Depois, amenizou. "Não tô falando aqui que ela (Marielle) falava (sem pensar), tô falando em nível nacional", afirmou. "Hoje não tem mais respeito. O filho não chama mais o pai de senhor, chama de coroa, de velho, de bobão", concluiu.  

MOÇÃO CONTRA DESEMBARGADORA

Luiz Rossini (PV), Carlão do PT (PT) e Permínio Monteiro (PV) também subiram à tribuna para lamentar a morte de Marielle. Gustavo Petta (PCdoB) fez o mesmo e disse que elaborou uma moção contra a desembargadora Marília Castro Neves, que se baseou em "fake news" para criticar a vereadora e se tornou alvo de uma ação por calúnia do Psol.

Os vereadores Luiz Henrique Cirilo (PSDB), Nelson Hossri (Podemos) e Fernando Mendes (PRB) também subiram à tribuna no primeiro expediente, mas não se manifestaram sobre Marielle.

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