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Cotidiano

Sindicato e Prefeitura entram em acordo em reajuste de 2,79%

O auxílio alimentação dos servidores da ativa passará de R$ 889,60 para R$ 982,56. Já o vale nutricional, que hoje é de R$ 135,48, passará a valer R$ 155,48

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Palácio dos Jequitibás, em Campinas. (Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas) 

O STMC (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas) entrou em acordo com a Prefeitura de Campinas para reajuste salarial de 2,79% nos salários dos servidores, na terceira rodada de negociações da campanha salarial, na tarde desta terça-feira (26).  

Após a reunião entre governo o sindicato, a proposta foi aprovada em assembleia realizada na sede social do STMC, no Cambuí.

O governo Jonas Donizette (PSB) ofereceu aumento de 2,79% conforme o Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese, aplicado sobre o salário e pago a partir de novembro. A proposta não é retroativa à maio, data base da categoria. Além disso, o auxílio alimentação dos servidores da ativa passará de R$ 889,60 para R$ 982,56. Já o vale nutricional, que hoje é de R$ 135,48, passará a valer R$ 155,48.

Para o secretário de Relações Institucionais, Wanderley de Almeida, o governo avançou muito com a proposta de parcela única no índice e principalmente no vale, que no caso dos ativos será superior a um salário mínimo. "Na última mesa, nós nos comprometemos a fazer estudos e apresentar uma proposta alternativa. Hoje, felizmente conseguimos avançar e chegar a um acordo", disse Wandão.

No último dia 13 houve a primeira assembleia dos servidores e eles rejeitaram a proposta da administração. Durante a assembleia não houve votação de estado de greve. No dia 20 houve a segunda tentava, porém o governo se comprometeu a fazer estudos de propostas alternativas, que serão apresentadas aos servidores, sem apresentar novos números.

VOTAÇÃO

A Administração municipal vai encaminhar o projeto de lei para a Câmara, que deve votá-lo logo após o recesso de julho. A próxima mesa de negociação, que vai tratar da pauta geral, ficou agendada para o dia 4 de julho, às 14h. 

PROTESTOS 

O grupo de oposição à atual diretoria do sindicato reclamou da decisão. Segundo o grupo "Unidade e Luta", a assembleia teve a participação de apenas 90 pessoas, "entre elas diversos comissionados". O grupo ainda disse que a aprovação foi feita "a toque de caixa".  

"Não foram permitidas intervenções de servidores não participantes da direção golpista, restando apenas protestos e denúncias ao final, em meio ao esvaziamento da 'assembleia'", disse a oposição, em nota. 

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