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Cotidiano

Epidemia de dengue: Campo Grande é o que mais preocupa

A Secretaria de Saúde confirmou, na tarde desta terça-feira, que a cidade passa por uma epidemia com 556 casos, sendo 216 na região do Campo Grande

| ACidadeON Campinas

A diretora do Devisa, Andrea Von Zuben, comentou os casos de 2019 (Foto: Denny Cesare/Código19) 

A Secretaria de Saúde confirmou, na tarde desta terça-feira (26), que Campinas passa por uma epidemia de dengue. No atual momento, a região que mais preocupa o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) é a do Campo Grande, que lidera o número de casos com um percentual de 38%.

Segundo o boletim Epidemiológico Arboviroses do Devisa publicado na segunda-feira, são 556 casos confirmados, com 100% destes do vírus tipo 2 (DEN-2), que não circulava na cidade desde 2011. Outros 1.390 casos estão sob investigação. Para comparação, nos 12 meses do ano passado, foram 301 registros.

A cidade já utiliza o termo epidemia porque leva em conta a média dos últimos dez anos, e os casos já ultrapassaram o que estava previsto.

"Quando você pega um tipo, você fica imune a ele automaticamente. Como o tipo 2 não circulava na cidade há muito tempo, praticamente 100% dos moradores estão suscetíveis a serem contaminados", afirmou a diretora do Devisa, Andrea Von Zuben.

O maior número de casos atinge a região Noroeste de Campinas, onde ficam os bairros do distrito do Campo Grande. Segundo o boletim, lá foram confirmados 216 casos e outros 343 estão sob investigação.

"Ao contrário da última epidemia, este ano vamos fazer ações de forma localizada. No caso da região Noroeste, há diversas reuniões ocorrendo, visitas em residências, acesso às unidades de saúde e etc", explicou.

PREVISÃO

O secretário de Saúde, Carmino de Souza projeta que a epidemia tenha entre 3 mil e 5 mil casos neste ano, intervalo que representa, segundo ele, dez a 15 vezes menos que o registrado em situações anteriores.

Campinas vai disponibilizar, neste ano, três salas exclusivas para hidratação. Uma será próxima do Hospital Mário Gatti, outra na região do Campo Grande e uma na região do Ouro Verde.

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