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Cotidiano

Coronavírus: após "primeira onda", tendência é de redução

Análise é do pesquisador em biologia molecular Paulo Vitor Marques Simas, da Unicamp; confira entrevista

| ACidadeON Campinas

Paulo Vitor Marques Simas, da Unicamp, durante entrevista ao "Segundona". (Foto: ACidade ON Campinas)

O coronavírus se tornou uma preocupação no mundo todo após a divulgação de mais de 10 mil casos na China, com mais de 300 mortes. A doença já se espalhou pelo mundo, com registros confirmados nos Estados Unidos, países da Europa, da Ásia e na Austrália. 

No Brasil, há apenas casos suspeitos - três, inclusive, na região de Campinas, sendo dois em Paulínia e um em Americana

Para o pesquisador Paulo Vitor Marques Simas, doutor em genética e biologia molecular pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), não há tanto motivo para preocupação. Segundo ele, como este é o primeiro contato do ser humano com o vírus, há um impacto mais forte na "primeira onda", mas a tendência é de redução dos casos e da gravidade dele com o passar do tempo - assim como aconteceu com a gripe suína, em 2009. 

"Com o tempo, as pessoas contaminadas passam a transmitir partes fragmentadas do vírus, já combatidos por seus sistemas imunológicos", disse ao Segundona, programa semanal de entrevistas do ACidade ON.
 
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Em seu doutorado, Simas estudou justamente um vírus da mesma família do coronavírus chinês - encontrado em morcegos que habitam a área do Bosque dos Jequitibás, em Campinas. Mas este vírus não causa problemas aos morcegos, muito menos aos humanos. "Para um vírus usar outro animal como hospedeiro, é preciso que haja uma mutação. Quando ele consegue sair de um animal para outro, é como se tivesse ganhado na loteria, porque aí ele pode evoluir", explica. 

Foi isso que aconteceu com o coronavírus chinês. Mas, segundo Simas, não é interessante para o vírus que seu novo hospedeiro - no caso, os humanos - morram ao serem infectados. "Não é interessante para o vírus provocar uma infecção fatal em seu hospedeiro. O objetivo dele é completar seu ciclo e se reproduzir", disse. 

O pesquisador também falou sobre cuidados para evitar a contaminação e prognósticos para a evolução da epidemia no Brasil e no mundo.   

Confira a entrevista: 
  



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