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Cotidiano

Campinas entra no fim de semana só com 3 leitos de UTI vagos no SUS

Incluindo hospitais municipais, estaduais e particulares, lotação nesta sexta para casos de covid-19 é de 90,88%

| ACidadeON Campinas

Entre os gastos da Saúde estão a contratação de leitos para covid-19 (Foto: Prefeitura de Campinas)

Campinas entra neste fim de semana (27 e 28) com apenas três leitos de UTI Unidade de Terapia Intensiva) para casos de covid-19 no SUS (Sistema Único de Saúde), segundo boletim divulgado pela Prefeitura nesta sexta-feira (26).

Os três leitos vagos para covid-19 estão no HC da Unicamp e no AME, ambos de gestão estadual. As duas unidades têm 76 leitos, sendo 73 ocupados.

Na rede municipal (hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, além de leitos contratados de hospitais particulares), há 133 leitos disponíveis - todos ocupados.  

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A situação também não deixa de ser preocupante na rede privada, que tem 157 leitos, dos quais 127 estão ocupados, o que equivale a 81% - maior índice de ocupação na rede particular desde o início da pandemia do novo coronavírus em Campinas.

No geral, nesta sexta, Campinas tem 366 leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19 nas redes pública e particular. Deste total, 333 estão ocupados, o que corresponde a 90,98%. Há 33 leitos livres somando as redes pública e particular.

REFORÇO

Na transmissão ao vivo promovida pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) nesta sexta-feira (26), o secretário de Saúde, Carmino de Souza, disse que a prefeitura abriu 114 novos leitos de UTI desde o início da pandemia, além de 134 leitos de enfermaria (ou "retaguarda").

Nesta semana, a prefeitura abriu 10 leitos de UTI contratados da Santa Casa e quatro do Hospital Metropolitano. Mais nove devem ser abertos no Metropolitano na semana que vem. Além disso, o governo também vai começar a manter centros de saúde abertos aos fins de semana para atender casos de covid-19.

Carmino justificou o alto índice de ocupação dos leitos em Campinas dizendo que a Saúde tem apostado em manter pacientes com sintomas leves por mais tempo internados para garantir sua recuperação plena.

"Quando a gente que há um grau de insegurança temos optado por uma ação mais prudente, por manter o paciente mais tempo, e isso lota mais os leitos", disse Carmino. "Controla parte clínica, o dano respiratório, e depois o paciente vai pra casa com segurança", afirmou.

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