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Cotidiano

Covid-19: Campinas vaga mais leitos de UTI, mas continua com lotação

Nesta sexta-feira, há 11 leitos disponíveis no SUS e 34 na rede privada; apesar da abertura de quatro leitos no SUS municipal, cidade voltou à fase vermelha por conta da alta de casos e taxa de ocupação acima de 80%

| ACidadeON Campinas

Campinas está há 21 dias com alta taxa de ocupação de leitos (Foto: Denny Cesare/Código19) 

Apesar de abrir mais vagas de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) na rede pública estadual de saúde, as unidades hospitalares de Campinas continuam com taxa de ocupação maior que 80%. Nesta sexta-feira (3), a taxa é de 87,7%, somando os leitos públicos e privados disponíveis exclusivamente para covid-19 no município.

Hoje, no total, 49 leitos estão vagos, sendo 11 do SUS estadual, quatro do municipal e 34 particulares. Na rede pública do município, a situação é a mesma de ontem. São 145 leitos, sendo que 141 estão ocupados. A taxa de ocupação é de 97%. Ontem, foi o primeiro dia que a rede municipal teve leitos vagos depois de 20 dias.  

Já na rede pública estadual de saúde - que envolve o Ame (Ambulatório Médico de Especialidades e HC [Hospital de Clínicas] da Unicamp) - a taxa de ocupação é de 86% e vagaram mais quatro leitos de UTI desde ontem. Agora, do 76 leitos, 65 estão ocupados. Na rede particular, a taxa é de 78% - dos 158 leitos, 124 estão ocupados.

REGRESSÃO

Por causa dessa tendência de lotação, que ocorre há 21 dias, e a alta de casos (hoje foram confirmadas mais 12 mortes e os casos chegaram a 9.308), a cidade regrediu no Plano São Paulo de flexibilização da quarentena.

Hoje, o governo estadual indicou que Campinas saiu da fase laranja para a vermelha, mais restritiva e que permite o funcionamento apenas de serviços essenciais. Apesar da regressão, a cidade já estava há duas semanas com comércio fechado por decisão municipal e recomendação estadual após lotação dos leitos da cidade.

Agora, o que muda, é a suspensão do funcionamento de escritórios e serviços em gerais com atendimento ao cliente. Esses estabelecimentos podem funcionar apenas com serviços internos. Cirurgias eletivas também continuam proibidas nos hospitais privados.

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