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Cotidiano

Construção civil é um motor na geração de empregos na RMC, aponta Caged

Os resultados animadores se confirmam, especialmente, pela geração de empregos proporcionada pelo setor

| Especial para ACidade ON

Guilherme Bonini é especialista no mercado imobiliário (Foto: Divulgação)

Da tempestade para a bonança. Esta talvez seja a alegoria mais precisa para ilustrar o que ocorreu com a construção civil no Brasil em 2020. O choque inicial das medidas de isolamento anunciou um cenário nebuloso para o setor em março, que de fato se confirmou. No entanto, à medida que o calendário avançava, algumas ações foram colocadas em prática e a construção civil respondeu favoravelmente.

Muitas das iniciativas dos principais agentes financiadores para socorrer o setor em meio ao cenário incerto contribuíram para a rápida retomada do desempenho da construção civil. Uma medida importante foi ampliar os prazos em até 180 dias para que as pessoas físicas iniciassem o pagamento do imóvel. Isso ajudou o cliente a tomar a decisão de compra sem a pressão de ter que desembolsar algum recurso em meio à pandemia. Do lado das empresas, foram liberadas muitas linhas de crédito para irrigar o fluxo de caixa das companhias e também para fazer girar a roda do setor com mais facilidade.

Os resultados animadores se confirmam, especialmente, pela geração de empregos proporcionada pelo setor.

Na RMC, dados compilados pelo Novo Caged indicam que a construção civil deu oportunidades a centenas de trabalhadores. Do total apresentado registrado no período de janeiro a outubro de 2020, 51,7% dos postos foram gerados nas cidades de Sumaré, Hortolândia e Monte Mor, três municípios vizinhos que concentram boa parte da demanda por imóveis de faixas econômicas na Região Metropolitana de Campinas.

A movimentação da construção civil na RMC, com foco especial nos empreendimentos econômicos aportados pelo Programa Casa Verde e Amarela, novo programa do governo federal, contribui para diminuir o déficit habitacional no Sudeste brasileiro, calculado em 3.144 milhões de moradias.

A procura por unidades nos residenciais econômicos, crescente a cada ano, representa nova dinâmica nos negócios imobiliários na RMC. À medida que realiza o sonho do imóvel próprio, o consumidor contribui para o crescimento da economia na região e acaba por transformar o lugar que escolheu para morar com sua família.

Sempre que um novo residencial entrega suas chaves, é natural que providências fundamentais, como ampliação de rodovias, rede de comércio, serviços e escolas se estabeleçam para atender às necessidades da nova vizinhança.

Em síntese, ganha o feliz proprietário do novo imóvel, ganha a região, que se transforma com o desenvolvimento proporcionado pelos empreendimentos residenciais.

*Guilherme Bonini é formado em administração de empresas e é especialista no mercado imobiliário. Há oito anos é diretor da Longitude Incorporadora, que atua no mercado imobiliário no interior de São Paulo.


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