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Cotidiano

Existe ligação entre a obesidade e a microbiota intestinal?

Ter uma alimentação ruim prejudica a microbiota intestinal e isso pode estar diretamente ligado a casos de obesidade

| Especial para ACidade ON

O médico Werther Busato (Foto: Divulgação)

Nas últimas décadas tem ocorrido um crescimento alarmante de números de obesos, não só no Brasil como no mundo. E, muitos estudos, têm mostrado que a microbiota intestinal (conhecida popularmente como flora intestinal) pode influenciar na obesidade ou em outras doenças relacionadas.

Para se ter ideia do aumento da obesidade no Brasil, a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trouxe dados da PNS (Pesquisa Nacional de Saúde), de 2019, que apontam que seis em cada dez brasileiros estão com sobrepeso. Ou seja, cerca de 96 milhões de pessoas estão acima do peso no país isto é, o resultado de seu IMC (Índice de Massa Corporal) indica que elas estão na faixa de sobrepeso ou de obesidade. O número é bem preocupante.

Estudos recentes destacam que dentre as importantes funções da microbiota intestinal está o bom funcionamento do organismo, como participar da produção de enzimas, vitaminas e componentes necessários para a renovação celular.

Quando pensamos na obesidade ela é o resultado de alterações no equilíbrio de energia, isto é, como o corpo regula o consumo de energia, gasto e o armazenamento. Evidências recentes sugerem que a microbiota intestinal afeta a aquisição de nutrientes e regulação de energia, e que grupos de pessoas obesas e magras podem apresentar diferenças no tipo de micro-organismos que fazem parte da microbiota intestinal. Portanto quando se pensa na obesidade é importante pensar também na microbiota intestinal.

Dentre as coisas que podemos fazer para melhorar nossa microbiota intestinal é dar prioridade para uma alimentação saudável e natural, com baixo teor de gorduras ruins (gorduras animais e óleos hidrogenados) e rica em frutas, especiarias, vegetais, grãos e legumes. Escolha ingerir alimentos que contenham fibras, nutrientes e antioxidantes.

E lembre-se que uma dieta pobre em fibras e rica em açúcares, gorduras, fast-food e processados ajuda a criar bactérias danosas ao intestino.

Dr. Werther Busato - é médico especializado em Medicina Preventiva e Saúde Ocupacional, nutrologia e com certificação profissional em Programas de Qualidade de Vida. Na carreira corporativa possui vasta experiência na gestão de promoção e prevenção de saúde individual e coletiva em grandes empresas. 


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