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Cotidiano

Perícia diz que chinelo deve ter provocado queda de veículo

Peritos encontraram sandálias usadas pela motorista enroscadas no pedal do acelerador

| ACidadeON

Denny Cesare
Carro caiu de altura de 11m no Aeroporto de Viracopos (Foto: Denny Cesare/Código 19)

As sandálias havaianas usadas pela pesquisadora Maria Érbia Cássia Carnaúba, 32 anos, devem ter sido as responsáveis pelo acidente que deixou a pesquisadora morta, na manhã deste sábado (26), no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Além dela, a também pesquisadora do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas), da Unicamp, Carolina Blasio da Silva, 33, também morreu.

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Quem dirigia o carro era Maria Érbia, que foi ao aeroporto levar a amiga. Segundo Edvaldo Messias Barros, diretor do Insituto de Criminalística de Campinas, a equipe da perícia que esteve no local identificou o chinelo preso no pedal do acelerador do carro.

Dirigir usando chinelo, sandálias, tamancos e similares é uma infração prevista pelo Código Brasileiro de Trânsito. O artigo 152 diz que é proibido dirigir usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa o uso dos pedais. Quem é pego dirigindo de chinelos recebe 4 pontos na CNH e paga multa de R$ 85,13.

Edvaldo também afirmou que há uma marca de derrapagem próximo da curva na rampa de acesso à área de embarque do aeroporto, onde aconteceu o acidente. "Isso indica um aumento da velocidade naquele ponto", diz Edvaldo.

O chefe do IC destaca, no entanto, que o laudo da perícia que esclarecerá as causas do acidente só sairá em 30 dias, e que qualquer conclusão tomada agora é precipitada.

VELÓRIO E ENTERRO

O corpo de Maria Érbia será velado e sepultado no Cemitério dos Amarais, em Campinas. Até a publicação deste texto, não havia informações sobre o horário. Também não há a confirmação do horário e local do velório e do sepultamento de Carolina, que vivia na Alemanha mas tem família em Juiz de Fora (MG).


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