Valinhos alerta sobre intermitência no fornecimento de água pós-rodízio Valinhos alerta sobre intermitência no fornecimento de água pós-rodízio

Valinhos alerta sobre intermitência no fornecimento de água pós-rodízio

Segundo o departamento, a barragem João Antunes dos Santos, que há semanas estava operando com 5% de sua capacidade total, chegou a 0%

Situação da Barragem Moinho Velho, na qual a captação teve que ser suspensa (Foto: Divulgação)
 

O Daev (Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos) informou nesta sexta-feira (24) o nível crítico identificado em suas barragens municipais. Segundo o departamento, a barragem João Antunes dos Santos, que há semanas estava operando com 5% de sua capacidade total, chegou a 0% de operação nesta semana.  

Durante o alerta, o departamento ainda indicou um cenário de intermitência no fornecimento de água mesmo depois do período pós-rodízio.  

'Em virtude da suspensão de operação das represas municipais pela indisponibilidade hídrica, o Daev alerta que há intercorrências que são ocasionadas no pós-rodízio e que passam a ser vivenciadas pelos moradores', disse a nota.   

SITUAÇÃO PÓS-RODÍZIO  

Segundo o Daev, 'há intercorrências que são ocasionadas no pós-rodízio e que passam a ser vivenciadas pelos moradores'. Entre elas estão o consumo reprimido da área que saiu do rodízio, somado à indisponibilidade das captações, que não permite ter recurso suficiente para aumentar a pressão de água e para suprir a demanda do período.  

'Estamos num cenário de guerra, no qual temos que trabalhar com o volume de água que temos disponível para oferecer à população. Assim, temos que fazer com que os 61,3% do que temos disponível atualmente em água consiga atender aos moradores de todas as áreas da cidade', explicou o titular da autarquia municipal, Ivair Nunes Pereira.

O Departamento de Operação também explicou que apesar de se estruturar para que a água comece a voltar aos imóveis no pós-rodízio a partir das 4 horas da madrugada, que não é imediata a chegada do recurso no cavalete. 

'Com o volume baixo de água a pressurização da rede é bem mais difícil de ser feita. E temos que fazer vários ajustes para que a água chegue até os pontos mais limítrofes e altos da cidade', explicou o diretor da área, Caio Ceccherini.

Ainda nas áreas pós-rodízio, a equipe explicou que se esforça para que a água chegue dentro das 24 horas seguintes.  

Diante da falta de água para fornecimento, a empresa disse que o abastecimento aos imóveis não mais se dará de forma ininterrupta durante as 24 horas corridas, podendo chegar em períodos espaçados dos dias, conforme disponibilidade para distribuição.  

'Com água em escassez, somos explícitos em informar que não temos como garantir que ela chegue o dia todo no cavalete dos imóveis. Mas manobras são realizadas em tempo real para que no pós-rodízio a água retorne aos bairros pelo menos num período do dia', falou Ceccherini. 

ÍNDICE ALARMANTE

Segundo o órgão, nas barragens das Figueiras e na Moinho Velho a triste situação também se reflete nos percentuais de reservação, que estão somente em 5% e 2%, respectivamente, da capacidade total. A Santana dos Cuiabanos está em 43%.

Com os níveis alarmantes, a captação de água teve que ser suspensa nas barragens Moinho Velho, das Figueiras e João Antunes durante essa semana.

'Isso quer dizer que a cidade perdeu 38,7% de sua capacidade de fornecimento de água. Contamos agora com apenas 61,3% de nossa disponibilidade hídrica de captação para atender toda a população de Valinhos', disse a prefeita de Valinhos, Capitã Lucimara.

O Rio Atibaia é responsável por 50,6% da distribuição de água na cidade. Lá, a vazão identificada às 7 horas da manhã desta sexta-feira (24), no ponto de captação (PS7), foi de 8,73m³/s, ou seja, 29,78% abaixo do esperado para setembro, que é de 12,42m³/s.

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