Abastecer o carro em Campinas ficou mais caro nas últimas semanas. O preço do etanol voltou a subir e já ultrapassa os R$ 4 em alguns postos da cidade, movimento que pesa no bolso dos motoristas, especialmente de quem abastece com frequência ou depende do veículo para trabalhar.
Alta rápida em cerca de um mês
Em aproximadamente 30 dias, o litro do etanol saiu da faixa dos R$ 3 e, em alguns estabelecimentos, já chega a R$ 4,29. Até o fim de novembro, ainda era possível encontrar preços abaixo de R$ 4, com registros de R$ 3,99, R$ 3,89 e até promoções de fim de semana a R$ 3,79. Esse cenário, no entanto, mudou recentemente.
Levantamentos da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) confirmam a alta e apontam variação de até R$ 0,40 no preço do litro, dependendo do posto.
Para muitos motoristas, a diferença já é sentida no dia a dia. Profissionais que utilizam o carro como ferramenta de trabalho, como motoristas de aplicativo, relatam impacto quase imediato no orçamento, já que o combustível representa um dos principais custos da atividade.
Por que o etanol está mais caro?
Dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que os preços do etanol nas usinas vêm subindo há cerca de dois meses. Essa elevação é repassada ao longo da cadeia até chegar ao consumidor final, ainda que não na mesma proporção.
Segundo o estudo, a alta está diretamente ligada à entressafra da cana-de-açúcar. Neste período, não há colheita nem produção de etanol, o que reduz a oferta. Com isso, os estoques ficam mais baixos, inclusive nos postos de Campinas.
Além da menor oferta, a demanda cresce no fim do ano, impulsionada por férias e viagens. O mercado passa a operar com estoques mais enxutos até o início da próxima safra, o que mantém a pressão sobre os preços.
Em nota, a Refinaria de Paulínia informou que não controla os preços praticados nos postos, mas confirmou que a entressafra reduz a oferta e pressiona os valores. A empresa também destacou que o aumento do percentual de etanol na gasolina pode influenciar tanto o preço da gasolina quanto do etanol hidratado.
O Sindicato dos Postos de Combustíveis reforça a mesma avaliação: é o período de entressafra que provoca a pressão nos preços.
Quando pode o preço pode abaixar
A expectativa do setor é de que os preços sigam pressionados ao menos até o início da próxima safra, previsto para março ou abril do ano que vem. A partir desse período, teoricamente, será possível perceber uma queda, com a retomada da colheita e da produção de etanol.
*Com informações da EPTV Campinas
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