
O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, tem 18 quedas de balões registradas em menos de cinco meses. O índice parcial em 2023 equivale a quase uma ocorrência por semana e se aproxima do total registrado ao longo de todo o ano passado, 21. Os dados são do SGSO (Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional) de Viracopos (leia mais detalhes abaixo).
De acordo com o levantamento, o número atual corresponde a 85% dos registros de todo o ano passado e pode aumentar nas próximas semanas, já que a soltura de balões é mais comum nessa época do ano, por conta das comemorações da festa junina. Somente no último domingo (21), um balão caiu e outros dois foram avistados sobrevoando a pista do aeroporto.
Os casos elevam o alerta sobre o hábito perto da área aeroportuária, já que a prática pode resultar em colisões com aviões e atrapalhar pousos e decolagens. Além disso, pode ainda causar incêndios, estragos e vítimas em outros locais, como matas, estabelecimentos e casas. Em março, por exemplo, um balão caiu em uma creche e causou tumulto depois que chamas se alastraram.

NOS ÚLTIMOS ANOS
Ainda conforme os dados coletados pela gerência do aeroporto de Campinas, além de 21 quedas, o local concentrou ainda 50 avistamentos de balões no ano passado. Em 2023, até o momento, o terminal já registrou 25, metade desse total. Compare os balanços compilados entre 2020 e 2023 em Viracopos:
2020
- Avistamentos: 54
- Quedas: 33
2021
- Avistamentos: 81
- Quedas: 34
2022
- Avistamentos: 50
- Quedas: 21
2023 (até 21 de maio)
- Avistamentos: 25
- Quedas: 18
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OPERAÇÃO E MEDIDAS
Por conta da presença de balões no entorno do aeroporto, o terminal precisa, muitas vezes, restringir ou suspender as operações devido ao risco de acidentes. Na ocorrência do final de semana, a assessoria de Viracopos informou que “não precisou fechar e continuou operando normalmente”. No início de maio, porém, o local teve o funcionamento interrompido por nove minutos.
Para reduzir o risco de acidentes e minimizar a possibilidade de suspensão das operações, a Gerência de Segurança Operacional diz que realiza todos os anos a campanha “Para Balão, Digo Não”, que consiste na realização de atividades e palestras que promovam a conscientização sobre os perigos de soltar balão. As ações acontecem em escolas a um raio de 20 km da pista.
“Acredita-se que as experiências sociais ocorridas na infância influenciam muitas mais do que as ocorridas na adolescência e na idade adulta. É na infância que se forma o alicerce básico sobre o qual se assentam as experiências da adolescência, formando a base onde as vivências adultas se estruturam”, diz a gerente de SGSO de Viracopos, Rosa Maria Brollo Fernandes.
A meta desse ano é atender aproximadamente 2 mil crianças nas escolas do entorno do aeroporto. O projeto abrange palestras de conscientização, além da distribuição de material didático informativo aos participantes.
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