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CampinasCotidianoAfroturismo: conheça 7 locais de Campinas que estão ligados a história negra

Afroturismo: conheça 7 locais de Campinas que estão ligados a história negra

Projeto Rotas Afro leva visitantes a monumentos e espaços que fazem referência à luta do povo preto em Campinas

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Você sabia que Campinas tem um roteiro afroturístico? Com o objetivo de reconstruir a herança negra a partir de lugares cotidianos, o projeto Rotas Afro leva os visitantes para uma viagem por pontos da metrópole que contam a história dessa população no Interior paulista.

Natural de Piracicaba, a fundadora da iniciativa, Julia Madeira, contou ao acidade on Campinas que a ideia do roteiro partiu de uma necessidade de informações e locais que explicassem a herança dos negros na nossa região.

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Em Campinas, o tour visita, por exemplo, o prédio de uma creche desativada, construído sobre um cemitério de cativos do século 19. A cidade foi a última do país a abolir a escravidão. “Campinas tem forte herança escravagista, que é apagada”, afirmou Julia. Para ela, o resgate de raízes perdidas ou negligenciadas opera um papel importante na valorização da autoestima coletiva da comunidade negra.

“É um projeto importante para que a gente possa construir a identidade brasileira trazendo todas as histórias. Muitas vezes a contribuição da população negra é apagada, as rotas mostram a diversidade de culturas, religiões e memórias espalhadas pelo estado”, relatou.

As caminhadas do Rotas Afro duram cerca de três horas e custam entre R$ 40 e R$ 45 por pessoa. Crianças de até 11 anos não pagam. Para escolas e empresas o valor é negociado pelo tamanho dos grupos. Os ingressos estão disponíveis no site diaspora.black, ou nas redes do Rotas Afro (@rotasafro). A atividade de afroturismo inclui especialistas que abordam as questões históricas em torno de cada local e monumento.

Quais pontos de Campinas fazem parte do afroturismo em Campinas?

Conheça, abaixo, os pontos explorados pelo afroturismo em Campinas:

Largo São Benedito

O espaço foi construído no século 19 pela Irmandade Católica de São Benedito, formada por pessoas negras. A entidade oferecia assistência aos escravizados e forros. A paróquia, anexada ao largo, foi projetada por mestre Tito, considerado o primeiro arquiteto negro de Campinas.

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O local também já abrigou o Cemitério dos Cativos, para o enterro de escravizados. É o único espaço público da cidade com um monumento a uma mulher negra, a estátua da Mãe Preta, de 1984, que representa uma ama de leite.

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Largo São Benedito (Foto: Reprodução)

Paróquia São Benedito

A igreja São Benedito foi construída por iniciativa da Irmandade de São Benedito. Em 1835, os membros da congregação pediram às autoridades municipais a doação de um terreno para construir a então igreja dos negros. Um de seus maiores precursores foi mestre Tito, escravo alforriado que mobilizou grande parte dos recursos para que a igreja fosse erguida.

O local destinado ficava próximo ao Largo São Benedito, onde eram enterrados os escravos cativos.

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Paróquia São Benedito (Foto: Reprodução)

Estátua da Mãe Preta

O monumento é uma réplica da estátua do Largo Paissandu, em São Paulo, do mesmo autor, o artista plástico Júlio Guerra, que fez a obra esculpida em bronze, para homenagear as minorias e as mães, representadas pela mulher negra que amamentava os filhos dos senhores brancos.

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Estátua da Mãe Preta (Foto: Reprodução)

Largo do Rosário

O largo e sua igreja, no Centro de Campinas, foram construídos pela Irmandade do Rosário, uma das comunidades religiosas negras mais antigas da cidade, que arrecadava dinheiro para comprar alimentos e a alforria de escravizados. Nele se concentravam atos religiosos, como procissões e missas campais, além de festas pautadas no sincretismo religioso dos negros africanos.

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Uma reforma, em 1956, demoliu a igreja. Hoje, em seu lugar, passa o cruzamento das avenidas Campos Sales e Francisco Glicério. A igreja foi reconstruída a cerca de 3 km do local original.

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Largo do Rosário (Foto: Reprodução)

Largo Santa Cruz

Foi no Largo de Santa Cruz que se construiu a primeira forca da cidade, em 1830, para a execução de escravizados. O caso mais famoso é o de Elesbão. Acusado de matar seu senhor em 1831, ele foi enforcado em 1835 e teve seu corpo esquartejado e exposto em diversos pontos do Centro da cidade.

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Hoje o local recebe o nome de Praça 15 de novembro (Foto: Reprodução)

Casa de Cultura Fazenda da Roseira

Foi uma das principais fazendas de café da região. Atualmente, é uma casa de cultura, mantida pelo pelo grupo de jongo Dito Ribeiro.

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Casa de Cultura Fazenda da Roseira (Foto: Reprodução)

Instituto Ibaô

Fundado em 2007, é resultado do esforço de mestres de capoeira e escolas de samba que, na década de 1970, ofereciam assistência social e acesso à cultura para a população marginalizada. O instituto atua na preservação de práticas de matriz africana.

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Instituto Ibaô (Foto: Reprodução)
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Laura Nardi
Laura Nardi
Repórter Web no ACidade ON Campinas. Graduada em Jornalismo pela PUC-Campinas, tem passagem pelos portais Tudo EP e Jornal de Valinhos. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.

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