Muitos estudantes da rede municipal de ensino de Campinas começaram o ano letivo de 2025 sem material didático renovado. As aulas tiveram início na rede pública no dia 5 de fevereiro, mas muitas crianças ainda não receberam os novos kits escolares, assim como os novos uniformes, que ainda não chegaram neste ano por conta de impasses na licitação.
Os atrasos na entrega do material escolar foram relatados por pais de diversos alunos à EPTV. Alguns deles tiveram que, inclusive, tirar dinheiro do próprio bolso para que os filhos pudessem participar das aulas com os itens necessários.
Atrasos na entrega do material escolar
Evelyn Braz tem 13 anos e está no nono ano do Ensino Fundamental na rede municipal de Campinas, na Escola Municipal Corrêa de Mello. Ela é uma das alunas que deveria ter recebido o material escolar da Prefeitura no início do ano letivo, só que isso não aconteceu. “Falaram que vai demorar um pouco para chegar e não sabem quando”, conta.
Diante do atraso, a mãe de Evelyn, Mônica Braz, conta que precisou comprar o material para a filha, o que custou R$ 250.
Segundo a SME (Secretaria Municipal de Educação), apenas alunos de cerca de um terço das escolas municipais de Campinas receberam material escolar. A Administração justifica que, por questões de logística, acabou tendo problemas na distribuição e priorizou escolas menores, enquanto as unidades maiores devem receber o material até o mês de abril.
Luiz Roberto Marighetti, secretário adjunto de Educação de Campinas, afirmou que a entrega costuma ser feita por volta da segunda semana de aulas. Por isso, o atraso não é significativo, segundo ele.
Marighetti também disse que as escolas contam com material de uso coletivo. “Então, as crianças não têm dificuldade em desenvolver as atividades sem o material próprio”, explicou.
A Prefeitura gastou R$ 6.137.298,05 para comprar 74.497 mil kits de material escolar. Eles devem beneficiar 58,7 mil alunos matriculados na educação infantil, ensino fundamental e EJA (Educação de Jovens e Adultos). São adquiridos mais kits do que o número de alunos para o caso de alguns estudantes perderem seus itens e também para que as escolas tenham uma reserva capaz de suprir a entrada de eventuais novos alunos.
O que vem no kit
Entre os itens adquiridos para os alunos da pré-escola estão: caderno brochura pequeno, bloco para desenhos, caixa de giz de cera com 12 cores, pincéis, massa de modelar, tinta guache, entre outros.
Os alunos do ensino fundamental I e EJA recebem cadernos, lápis, canetas, caneta hidrográfica e lápis de cor 12 cores, tesoura infantil, régua, bloco de desenho, entre outros materiais.
Já o kit do ensino fundamental II é composto de cadernos universitários de 200 folhas, caderno de cartografia, cola branca, lápis de cor, régua, apontador, compasso, canetas, entre outros.
Problemas na licitação do uniforme escolar
Além do atraso no material, o uniforme escolar também não chegou, o que fez com que pais de alunos precisassem ‘improvisar’ na hora de vestir os filhos. Kaike Baltazar, por exemplo, teve que usar uma calça de moletom para ir à escola nesta segunda-feira (10), já que a calça do uniforme do ano passado está curta para ele vestir.
Laura da Silva foi outra aluna que precisou usar roupa de Inverno no calor de 30°C que tem feito em Campinas. A mãe a vestiu com blusa de manga comprida, já que ela tem apenas uma camiseta de manga curta, mas que não foi possível lavar no final de semana. “É ruim porque você precisa do uniforme para vir para a escola porque as inspetoras ficam reclamando que você está sem, que precisa usar”, comenta Laura.
Sobre a demora da entrega dos uniformes, a Prefeitura de Campinas disse que no dia 13 de janeiro uma advogada questionou a licitação da compra e, por isso, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) cancelou o processo. A licitação foi ajustada e retomada no dia 19 de fevereiro, com novo edital publicado pela SME. A previsão de entrega dos kits é até junho deste ano.
“A gente fez uma tentativa para fazer a entrega e distribuição desses uniformes de forma mais rápida e não precisar esperar o processo licitatório. Nós desistimos porque acabamos verificando que o valor que era cobrado nessas atas de registro de preço que estavam disponíveis era um valor muito superior do que a gente iria realizar através dessa licitação, então o governo acabou adotando a estratégia de manter a licitação até o final”, explica o secretário adjunto de Educação de Campinas.
*Com informações de André Luís Rosa/EPTV Campinas
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