
O menino que ficou preso em um armário de guarda-volumes em uma agência bancária de Holambra, na noite do último sábado (28), contou que estava brincando de “esconde-esconde” com o irmão quando acabou preso no armário.
Anthony Fortes tem 4 anos, e estava com o irmão gêmeo junto com a mãe, em uma agência do Bradesco, no Centro da cidade.
“Eu estava dentro do armário e falei fecha devagarzinho e ele (meu irmão) fechou forte e daí trancou”, contou o menino em entrevista à EPTV Campinas, afirmando que ficou assustado após ficar preso.
SUSTO GRANDE
A mãe, Jaqueline Fortes, disse que viveu momentos de pânico.
“Estava olhando o caixa eletrônico e chamando a atenção, falando pra sair, e eles abrindo e fechando a porta. Eu olhando no caixa e olhando nas crianças, quando vi simplesmente a porta não abriu mais. Ai veio o desespero né, o medo”, contou, dizendo que o outro filho também ficou desesperado.
“Um dos meus gêmeos falou: ‘mamãe a porta não abre, tira ele de lá’, e começou a chorar. Nisso corri, deixei o caixa como estava e fui para o guarda-volumes tentar tirar ele de lá”, afirmou.
Segundo ela, a maior preocupação foi para tirar o filho o quanto antes do armário. Anthony ficou preso cerca de 30 minutos no local.
“Ele mesmo falava que estava calor, que não estava conseguindo respirar, e eu do lado de fora chorando, mas sem tentar mostrar isso pra ele”, disse, contando que os filhos são arteiros, mas nunca tinha passado por nada parecido.
GERENTE ACHANDO QUE ERA “TROTE”
O comandante da Guarda Municipal de Holambra, Paulo Roberto, conta que o armário onde a criança se trancou precisa de um cartão para destravar e trancar. No entanto, ninguém do banco soube explicar porque a porta estava aberta no momento do incidente.
Segundo ele, a equipe foi chamada para apoiar a Polícia Militar e no primeiro momento os responsáveis pelo banco acharam que se tratava de um “trote”.
“Primeiro foram conversando com a responsável da agência bancária para acreditar que eram policiais que estavam lá, porque ela também achou estanho. Achou que era um golpe, um trote, um furto de um caixa eletrônico. Até que, por fotos, o subcomandante conseguiu convencer ela que eram policiais que estavam lá tentando salvar uma criança”, explicou.
Segundo ele, durante o resgate o menino ficou calmo, o que ajudou no salvamento.
“Ele ajudou em muito, ficou à vontade. A mãe verbalizava, conversava com ele, ele perguntou quantos policiais tinham. Ela falou que cinco e ele disse que ia abraçar todos, e cumpriu depois”, contou.
O BANCO
Procurado pela reportagem, o banco Bradesco lamentou o ocorrido e disse que vai reforçar os cuidados e orientações para evitar esse tipo de problema.
