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CampinasCotidianoApreensões de animais silvestres crescem 17% na região de Campinas

Apreensões de animais silvestres crescem 17% na região de Campinas

Duas espécies de animais exóticos e 31 aves foram apreendidos nesta quinta-feira (30) em Campinas; tráfico de animais silvestres é crime

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O número de apreensões de animais silvestres feitas pela Polícia Militar Ambiental aumentou 17% na região de Campinas em 2024. Em 2023, 1.674 animais foram resgatados, enquanto, no ano passado, o número chegou a 1.928. As apreensões ocorrem em diferentes contextos, como manutenção irregular de animais em cativeiro, tráfico de espécies e em casos de animais feridos.

Apreensão de animais silvestres em Campinas

Ontem (30), a Polícia Federal, em parceria com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra o comércio ilegal de animais silvestres na internet.

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Em Campinas, a operação foi realizada no bairro Padre Anchieta, onde foram encontradas duas espécies exóticas: uma lagartixa-leopardo e baratas africanas.

Além disso, também nesta quinta-feira, a PM apreendeu 31 aves mantidas em cativeiro sob maus-tratos em uma casa na metrópole. O dono do imóvel foi multado em mais de R$ 160 mil por quatro autuações em crimes ambientais.

Terceiro comércio ilegal mais lucrativo do mundo

O capitão da Polícia Militar Ambiental, Cléber Rodrigues Ventrone, destaca que o tráfico de animais silvestres é uma atividade altamente rentável, ocupando o terceiro ou quarto lugar entre os comércios ilegais mais lucrativos do mundo. Além disso, grande parte dos animais traficados não sobrevive ao transporte, que ocorre em condições precárias, o que aumenta ainda mais o preço de venda das espécies silvestres.

“No caso de tráfico de papagaios das regiões Norte e Nordeste do Brasil até São Paulo, por exemplo, as aves são trazidas, muitas vezes, dentro de canos de PVC, enroladas em meias. Apenas 10% delas sobrevivem à viagem, com a morte de 90% das aves. Então, esses animais vão ser vendidos aqui por um preço muito alto. Com toda certeza, quem conseguiu construir toda essa cadeia de ilegalidade não são pessoas humildes, são pessoas justamente ligadas ao crime organizado”,

ressalta.

O que acontece com os animais apreendidos?

Após o resgate, os animais silvestres são encaminhados para clínicas e centros especializados, que avaliam suas condições de saúde e realizam o processo de reabilitação, com o objetivo de reintegrá-los à natureza.

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Em Itapira, uma clínica parceira da Polícia Militar Ambiental realiza esse tipo atendimento. O médico veterinário Rodrigo Luiz Domingues explica que, após uma apreensão, todos os animais passam por uma avaliação minuciosa.

“Geralmente eles estão assustados e muito estressados, tentando fugir a todo custo do cativeiro. Aqueles que podem ser soltos de imediato, mediante a ordem do delegado ou do juiz, são soltos, reintroduzidos à natureza adequadamente. Para isso, existe também um estudo de área para soltura”,

explica.

Entretanto, alguns animais não podem retornar à natureza de imediato e passam por um processo de reabilitação.

“Ou eles ficam com a gente até a completa recuperação para também serem soltos ou são encaminhados para outras entidades, como Centros de Reabilitação de Animais Silvestres”,

explica.

Segundo o veterinário, muitos dos animais chegam à clínica em péssimas condições, vítimas, principalmente, de maus-tratos.

“Imagine um animal que, na natureza, voa até 20 quilômetros por dia e, de repente, está preso em um espaço de apenas 20 centímetros quadrados. É uma situação terrível. Esses animais chegam extremamente debilitados e estressados. Cada dia que atrasamos a soltura, aumenta o risco de morte”,

alerta.

Tráfico de animais silvestres

O crime de tráfico de animais é regulamentado, no Brasil, pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e pela Lei de Proteção à Fauna (Lei nº 5.197/1967)

A Lei de Crimes ambientais estabelece que é crime “matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar animais silvestres sem a devida autorização”. Já a Lei de Proteção à Fauna proíbe o comércio de animais silvestres e de produtos que envolvam a caça, perseguição, destruição ou apanha. A pena varia de seis meses a um ano de detenção, mais multa.

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Manter animal silvestre em cativeiro

Além disso, manter animal silvestre em cativeiro sem a devida autorização também é crime ambiental. A pena para este crime é de detenção de 6 meses a um ano e multa. Se o crime for praticado contra espécies em extinção, em período de proibição de caça ou em unidade de conservação, a pena pode ser aumentada.

**Com informações de Wesley Justino/EPTV Campinas

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Giovanna Peterlevitz
Giovanna Peterlevitz
Repórter no ACidade On Campinas. Tem experiência na cobertura de grandes factuais nacionais e internacionais, nas diversas áreas de jornalismo. Já atuou em direção de imagens, edição de vídeo, produção, reportagem, redação e edição de textos e também na apresentação de telejornais e programas de entrevista.

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