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CampinasCotidianoAtendimentos de pacientes com pneumonia 'explodem' na região de Campinas

Atendimentos de pacientes com pneumonia ‘explodem’ na região de Campinas

Casos de pneumonia em Campinas apresentaram alta de quase 100% entre 2024 e 2025; saiba mais

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O número de atendimento de pacientes com pneumonia cresceu na região de Campinas. De acordo com o Departamento Regional de Saúde, a alta é de quase 100%, ou seja, o dobro de casos. Enquanto foram contabilizados 8.978 atendimentos entre janeiro e agosto de 2024, 17.890 pacientes foram registrados no mesmo período deste ano.

A doença também avançou nos municípios que fazem parte do Departamento de Saúde de Piracicaba. De janeiro a agosto do ano passado, 5.702 pessoas receberam atendimento. Já nos primeiros oito meses de 2025, o número subiu para 6.880, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

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De acordo com o médico João Carlos de Jesus, pneumologista do Hospital Vera Cruz, o aumento de casos da doença está relacionado à baixa cobertura vacinal.

“A pneumonia vem em decorrência habitualmente de infecções virais e existem alguns vírus que estão mais associados, como o vírus da gripe, que é o influenza, o vírus da Covid, que é o coronavírus. Eles abrem portas para as pneumonias. Como de um ano para outro nós temos visto uma baixa cobertura vacinal, nós atribuímos o aumento das pneumonias a isso”, afirmou o pneumologista em entrevista para a EPTV Campinas.

“A cobertura com a vacina da gripe caiu e hoje nós temos no grupo de risco cerca de 30% coberto, um número baixo que abre portas para infecções virais, que levam a pneumonia”, continuou.

Ainda de acordo com João Carlos outros fatores contribuem para o aumento de casos. “Nós temos uma barreira natural que reveste o nosso sistema respiratório e essa barreira também depende de como está a umidade do ar, o grau de hidratação da pessoa, se a pessoa está respeitando mais poluição, se está respirando mais poeira. Isso pode abrir portas para quebrar essa barreira, permitindo a entrada de vírus e bactérias, resultando em mais infecção”, disse.

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O médico explicou que entre os principais sintomas da pneumonia estão fraqueza, indisposição, tosse e febre. Segundo João Carlos esses são sinais importantes e que não devem ser desvalorizados.

Persistência de sintomas

Uma preocupação maior para crianças e idosos por causa da fragilidade dos pulmões, a doença pode levar a dias e até semanas de internação na UTI. A auxiliar de limpeza Ana Tereza Alves teve pneumonia pela primeira vez em outubro.

Ela contou que apresentou tosse por dez dias antes de buscar atendimento em uma UPA, onde recebeu a prescrição de remédios para gripe e tosse. Com o prolongamento dos sintomas, Ana pediu para realizar um raio-x, que apontou que a paciente estava com pneumonia.

Apesar do diagnóstico, a auxiliar de limpeza contou que os remédios receitados desde então não resolveram seu problema e que continua com tosse.

“Estou tossindo muito ainda e com um pouco de falta de ar. Não como antes, mas ainda sinto falta de ar. Não posso fazer exercício físico, que eu começo a ficar ofegante”, disse Ana.

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Além disso, ela sofreu com uma ferida que surgiu após uma reação a uma injeção, que foi receitada por um médico da UPA Matão, em Sumaré.

“Fez uma ferida pequenininha, aí ela foi aumentando e aí, evoluindo essa ferida, meu esposo começou a fazer as compressas de água quente e ela começou a soltar. E agora ta um buraco”, explicou a auxiliar.

Ainda de acordo com a Ana, quando vai a UPA em busca de atendimento para tratar a ferida, os médicos receitam apenas antibióticos. “E ninguém põe a mão, ninguém olha para fazer um curativo”, disse. “Só joga um soro, limpa e pronto”.

Em nota, a Secretária de Saúde de Sumaré confirmou que Ana foi atendida na unidade no dia 23 de outubro, “apresentando sintomas respiratórios e relatando tratamento para pneumonia há cerca de três semanas”.

De acordo com a Secretária, Ana recebeu medicação intramuscular, aplicada na região do glúteo, conforme protocolo clínico.

“A equipe da Secretaria de Saúde já está realizando contato com a paciente para nova avaliação e acompanhamento do caso”, completou a nota.

Risco a saúde

Segundo Rodrigo Abensur Athanazio, pneumologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a pneumonia é uma das doenças respiratórias mais comuns e potencialmente graves, com risco de morte.

“A pneumonia é uma das principais causas de morte no mundo, tanto como doença primária, como consequência de outras comorbidades. Trata-se de um quadro infeccioso que provoca inflamação no tecido pulmonar”, explicou Athanazio.

Ele recomenda que pacientes com “febre persistente por mais de 48 horas, cansaço excessivo, falta de ar ou, no caso dos idosos, confusão mental” procurem atendimento médico imediatamente.

Além disso, para evitar a doença é recomendado que a população mantenha uma rotina com atividades físicas, alimentação equilibrada e boa hidratação, principalmente nos períodos de clima seco e frio.

*Com informações da repórter Bianca Rosa/ EPTV Campinas

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Larissa de Morais
Larissa de Morais
Formada pela Universidade São Francisco, é repórter no acidade on | EPTV Campinas. No Tudo EP, site de entretenimento da EPTV, foi repórter, assistente de mídias digitais e estagiária de jornalismo. Com passagem por sites de entretenimento e jornalismo independente, tem experiência em redação de material jornalístico para editorias de diferentes segmentos de hard e soft news e em produção de conteúdo para a internet.

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