As aulas presenciais na Etecap (Escola Técnica Estadual Conselheiro Antônio Prado), em Campinas, foram suspensas temporariamente devido à forte onda de calor que atinge a região. A partir desta segunda-feira (24), os mais de 1.200 alunos da unidade acompanharão os conteúdos de forma remota até a próxima sexta-feira (28).
A direção da unidade justificou a decisão pela falta de infraestrutura para suportar as altas temperaturas, que têm ultrapassado os 30°C. A escola conta apenas com ventiladores em sala de aula, que, segundo os alunos, não são suficientes para amenizar o calor. Já os laboratórios de informática são os únicos espaços equipados com ar-condicionado.
“O ventilador só tem duas pontas e ele faz muito barulho, então, às vezes, temos que desligar para o professor explicar. Com isso, a sala fica muito quente”
relatou o estudante Dante Kopcak.
Já a aluna Maria Clara Salmaso afirmou que o calor excessivo tem prejudicado os estudantes: “Às vezes, a gente passa até mal por conta do calor”.
Decisão foi comunicada por e-mail pela escola
A direção da unidade enviou um comunicado por e-mail aos pais dos alunos informando sobre a decisão. No documento, o diretor da escola justificou a mudança:
“Diante da previsão de onda de calor para os próximos dias e considerando as condições de infraestrutura da unidade, a direção da Etecap Campinas informa que, visando preservar o bem-estar de todos e assegurar a continuidade das atividades acadêmicas sem prejuízo ao processo pedagógico, as aulas serão ministradas de forma remota de 24 a 28 de fevereiro.”
Para os pais, a medida foi acertada. “Acho que a decisão é bem tomada, não só em questão da infraestrutura, mas também em relação à saúde dos alunos”, avaliou José Antonio Teodoro, pai de uma das estudantes.
Alunos temem prejuízo no ensino
Apesar da solução emergencial, alguns alunos temem que a mudança para o ensino remoto afete o aprendizado.
“Estou no último ano e tenho que fazer o TCC também. Isso já está afetando a rotina das aulas e das matérias”, disse Leonardo Newman.
A principal reivindicação dos estudantes é uma infraestrutura adequada para enfrentar dias quentes, com instalação de equipamentos de refrigeração nas salas de aula.
O que diz o Centro Paula Souza?
O Centro Paula Souza, órgão responsável pelas Etecs no estado, respondeu que a decisão foi tomada para garantir o conforto e o bem-estar da comunidade escolar, sem prejuízo pedagógico. No entanto, não mencionou qualquer previsão para reformas no prédio ou a instalação de ar-condicionado nas salas de aula.
Já a Secretaria da Educação do Estado informou que não haverá suspensão de aulas presenciais nas demais escolas estaduais de Campinas devido à onda de calor.
*Com informações de André Luís Rosa/EPTV Campinas
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