A chegada do fim do ano traz expectativa de aumento no faturamento dos bares e restaurantes da RMC (Região Metropolitana de Campinas), mas também evidencia um problema que preocupa empresários: a falta de profissionais qualificados e o desinteresse por vagas abertas no setor.
De acordo com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), há atualmente 12 mil vagas abertas na região de Campinas, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o número era de cerca de 10 mil. A entidade também projeta alta de 20% no faturamento para o fim de 2025.
Entre as funções com maior dificuldade de preenchimento estão as de cozinha e atendimento noturno, segundo a associação.
O conselheiro da Abrasel na RMC, André Biazzo, explica que empresários têm buscado alternativas para manter o ritmo de operação diante da escassez de mão de obra.
“Os estabelecimentos estão projetando as cozinhas de forma diferente, mudando processos internos para atender à demanda com menos pessoas e investindo em equipamentos que ajudem a suprir a falta de colaboradores”, disse.
A associação estima que 30% dos donos de bares e restaurantes pretendem contratar para o período de fim de ano, mas há risco de que nem todos consigam preencher as vagas.
Falta de profissional limita o crescimento
O empresário André Gonçalves, dono de um restaurante e casa de massas sem glúten, enfrenta dificuldades para ampliar a equipe. Ele conta que, mesmo após acertar horários e condições com um candidato, o funcionário não apareceu no primeiro dia de trabalho.
“Estamos vivendo uma realidade de muita dificuldade para contratar. Isso tem sido recorrente”, afirmou.
Aberto no início do ano, o restaurante conta com três funcionários na cozinha, mas o ideal seria seis. Com o quadro reduzido, André tem contado com a ajuda da mãe e de outros familiares para manter o negócio funcionando.
“Eu poderia produzir mais, mas não consigo atender à demanda nem divulgar meu restaurante, porque não tenho estrutura para isso”, contou.
Do emprego formal ao próprio negócio
A mudança de perfil dos trabalhadores também tem impactado o setor. Muitos profissionais que antes atuavam em restaurantes ou bares estão migrando para o trabalho informal ou abrindo o próprio negócio.
É o caso de Dalva Zanatta, que trabalhou quase 20 anos em uma churrascaria e decidiu abrir um bar.No entanto, ela também enfrenta dificuldades.
“Nesta época do ano, a demanda sempre aumenta. As pessoas saem mais por causa do calor e das festas. Tenho vaga de auxiliar de cozinha aberta há seis meses”, contou.
Apesar das dificuldades, o setor segue otimista com o aumento do consumo nas festas de fim de ano, mas os empresários alertam que, sem profissionais qualificados, o crescimento pode ser limitado.
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