Com a chegada das festas de fim de ano, bares e restaurantes da região de Campinas devem registrar crescimento no faturamento. Uma pesquisa da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) aponta que 70% dos empreendedores esperam aumento nas vendas em relação a 2024, com projeções de até 20% de alta para a maioria dos estabelecimentos.
Ainda segundo o levantamento, 11% dos empresários esperam estabilidade, enquanto 15% preveem queda. Outros 4% abriram o negócio apenas em 2025 e, por isso, não participaram da comparação com o ano anterior.
Mauro Mason, empresário do setor, afirma que o fim do ano sempre tem impacto direto no movimento.
“A partir da última semana de novembro até o final de dezembro, nossa projeção é de uma alta média de 20% por conta das confraternizações”, diz. “Também temos aumento em relação ao ano anterior, mas ainda é cedo para avaliar quanto será em 2025.”
Empresas querem contratar, mas falta mão de obra qualificada
O aumento na demanda deve impulsionar contratações. Segundo a Abrasel, parte dos estabelecimentos pretende ampliar as equipes. Já 58% vão manter o quadro atual de funcionários e 8% planejam demitir.
Apesar disso, empresários relatam dificuldade para preencher vagas que exigem qualificação técnica. Há escassez de cozinheiros especializados, como sushiman, churrasqueiro, chefs de cozinha e gerentes experientes.
Procura por reservas cresce e antecipa movimento
Outro indicativo de alta no setor é o aumento na busca por reservas. Um levantamento da startup Chef.Ai, especializada em inteligência artificial para bares e restaurantes, mostra que a procura cresceu 15% em novembro, tendência que deve se intensificar até o fim de dezembro.
Rodrigo Porto, diretor de Alimentos & Bebidas da Rede Vitória Hotéis, que tem cinco unidades na região, confirma o início da movimentação:
“Já tivemos um aquecimento, mas ainda é cedo para projetar o aumento”, afirma.
O empresário Sérgio de Simone, proprietário do Rancho Colonial Grill, também observa melhora na procura, mas ressalta que consumidores seguem cautelosos em relação aos preços:
“O que percebemos é que as pessoas ainda estão contidas, principalmente em relação a valores. Procurando preços não tão altos”, diz.
O volume total de mensagens trocadas entre clientes e estabelecimentos subiu quase 15%, passando de 71.269 em outubro para 82.197 em novembro. As interações específicas sobre reservas cresceram ainda mais: de 23.501 para 29.337, alta de quase 25%
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