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CampinasCotidianoCalçadas irregulares fazem Prefeitura de Campinas dobrar notificações a moradores

Calçadas irregulares fazem Prefeitura de Campinas dobrar notificações a moradores

Número quase dobrou no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2022; veja os problemas e opinião de especialista

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O número de notificações sobre calçadas irregulares em Campinas saltou de 428 no primeiro trimestre de 2022 para 854 no mesmo período deste ano. Os dados são da Prefeitura de Campinas e equivalem a 99,53% de aumento, mas ainda não consideram o total de multas emitidas aos proprietários de imóveis. Os problemas fazem um especialista sugerir a padronização do piso (veja abaixo).  

Além do crescimento na comparação entre os primeiros três meses de 2022 e 2023, os índices de notificações realizadas pela Administração Municipal aumentaram 14% entre 2021 e o ano passado. A tendência também foi percebida na comparação entre as multas emitidas. Confira:

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Notificações

2021: 2.322

2022: 2.667

Aumento de 14,85%

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Multas

2021: 1.479

2022: 1.709

Aumento de 15,55%

MULTAS E PROBLEMAS

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De acordo com a Prefeitura de Campinas, depois que a fiscalização é feita e a notificação é emitida, os responsáveis pelas passagens têm 30 dias para evitar a aplicação da multa, que pode chegar a R$ 352. Por esse motivo, ainda conforme o município, os dados do primeiro trimestre ainda não foram atualizados.

Os flagrantes de dificuldades foram flagrados pela EPTV Campinas por toda a cidade. Entre os locais visitados estão a Avenida Engenheiro Augusto Figueiredo, na Vila Progresso, onde há buracos e mato alto e as ruas Barão de Jaguara e Anchieta, no Centro, onde as passagens são bastante estreitas.

O QUE DIZ O ESPECIALISTA

Segundo o arquiteto e urbanista, Fábio Muzetti, o tipo de piso que antes era considerado padrão não é o mais recomendado atualmente pela baixa acessibilidade. “Antigamente o padrão de calçada de Campinas era aquele mosaico português. Hoje entendemos que não é o mais adequado, por exemplo, para um cadeirante ou para um carrinho de bebê passar”, reconhece ele.

“O adequado hoje, e muitas pessoas defendem, é a calçada com asfalto ou concreto mais liso, com o mínimo de rugosidade para ficar antiderrapante, porque garante melhor a acessibilidade. De repente, pensar na troca de calçadas antigas para novas, seria interessante”, complementa ainda o especialista.

Outro problema percebido por Muzetti envolve a largura e, principalmente, as raízes das árvores pelo município. “Temos muitas árvores inadequadas. Agora no verão muitas dessas árvores caíram porque elas não foram feitas para ficarem isoladas em meio urbano. O problema das árvores é as raízes ficam levantadas e criam obstáculos arquitetônicos e urbanísticos”, aponta ele.

“Se você criar uma política de, devagar, ir trocando as calçadas, você vai ter uma política mais clara e tem, em médio prazo, um resultado muito bom”, finaliza.

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