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CampinasCotidianoCalor em 2024 vai superar 2023, mas e na região de Campinas?

Calor em 2024 vai superar 2023, mas e na região de Campinas?

Entenda o papel do El Niño e saiba o que esperar de agora em diante no Verão e nas demais estações neste ano

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O ano de 2023 foi o mais quente da história global, segundo os cientistas, mas 2024 deve ser ainda pior. A previsão é de um relatório científico divulgado na sexta-feira (12) pela OMM (Organização Meteorológica Mundial), órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) que trata das mudanças climáticas. Mas, e a região de Campinas? Ela será impactada por esse aumento previsto das temperaturas? A resposta é sim – mas possivelmente não tanto quanto em outros locais da Terra.

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Isso porque o calor causado pelo efeito estufa, na atmosfera global, e observado na região de Campinas desde de 1991, não regride mais. Além disso, esse calor só tende a aumentar com o crescente lançamento de gases mundiais.

Mas, por outro lado, os termômetros não devem aumentar tanto porque o clima da região é altamente impacto pelo El Niño, que está entrando no ‘modo frio’ este ano.  

“A nossa região será impactada (pelo aquecimento global). Mas, o El Niño, que tem uma influência muito importante na nossa região, vai entrar na fase de redução desse bolsão quente. Então, vamos para uma tendência de normalidade”, afirma a meteorologista Ana Ávila, do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp (Universidade de Estadual de Campinas).

“Mas, essa temperatura média global, que já aumentou e que vem aumentando acima da média, isso não volta mais, porque esses gases de efeito estufa já estão na atmosfera”, complementa a especialista.  

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No mundo

Em comunicado à imprensa, o chefe da ONU, António Guterres, alertou sobre os dados do relatório, em termos mundiais. “As ações da humanidade estão queimando a Terra. 2023 foi uma mera antevisão do futuro catastrófico que nos espera se não agirmos agora. Devemos responder aos aumentos recordes de temperatura com ações inovadoras”, declarou.

“Ainda podemos evitar o pior da catástrofe climática. Mas apenas se agirmos agora com a ambição necessária para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C e proporcionar justiça climática”, completou.

O que está acontecendo?

Desde os anos de 1980, cada década tem sido mais quente que a anterior, e os últimos nove anos foram os mais quentes já registados. Além dos dados científicos em si, indicadores cotidianos evidenciam a mudança no clima, como o calor, a acidificação dos oceanos, o nível do mar, a extensão do gelo marinho e o equilíbrio da massa dos glaciares cujos recordes foram quebrados em todos os níveis em 2023.

Para a secretária-geral da OMM, professora Celeste Saulo, “as alterações climáticas são o maior desafio que a humanidade enfrenta porque ela afeta a todos e, especialmente, os mais vulneráveis”.

“Não podemos nos dar ao luxo de esperar mais. Temos que fazer mais, e temos que fazer rapidamente”, pontou, referindo-se à necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa.

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Celeste se tornou secretária-geral da OMM em 1º de janeiro e explicou que “embora os eventos do El Niño ocorram naturalmente e venham e vão de um ano para o outro, as alterações climáticas a longo prazo estão aumentando sem sombra de dúvida por causa das atividades humanas”.

Em 2023, a temperatura média anual global ficou muito perto do limiar crítico de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, quebrando oficialmente o recorde de temperatura global, confirmou a agência meteorológica da ONU (OMM).

Limite de temperatura

A OMM utiliza seis conjuntos de dados internacionais importantes, de todo o mundo, para monitorizar as temperaturas globais, que revelam uma nova média anual de temperatura de 1,45°C em comparação com a era pré-industrial (1850-1900).

O valor de 1,5°C é o limite de temperatura claramente estabelecido no Acordo de Paris sobre Alterações Climáticas de 2015, mas refere-se ao aumento médio da temperatura a longo prazo ao longo de décadas, em vez de um ano individual como 2023.

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Raquel Valli
Raquel Valli
Formada em jornalismo pela PUC-Campinas em 1999, tem experiência como repórter, redatora, editora-assistente, produtora, informante e assessora de imprensa. Trabalhou para EPTV, CBN, Correio Popular, Oficina do Estudante e Prefeitura de Campinas. Foi homenageada pela Câmara Municipal com o Diploma de Mérito Jornalístico “Bráulio Mendes Nogueira “pelos relevantes serviços prestados à cidade”. É coach pela SBC e apaixonada por animais. Atualmente, é repórter no a cidade on Campinas.

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