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CampinasCotidianoCâmara aprova reestruturação de cargos da Prefeitura em votação final

Câmara aprova reestruturação de cargos da Prefeitura em votação final

PL cria e extingue cargos comissionados da Administração

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Sessões estão remotas por causa da pandemia (Foto: Câmara Municipal de Campinas)

Os vereadores da Câmara Municipal de Campinas aprovaram nesta quinta-feira (24), em votação final o PL (Projeto de Lei) de autoria do Executivo que promove uma reforma administrativa na própria Prefeitura. 

O PL foi aprovado por 25 votos a seis, e agora segue para sanção do prefeito e publicação no Diário Oficial do Município, para então se tornar lei. 

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Pelo texto, o projeto visa a reestruturação de cargos da Administração, criando e extinguindo cargos em comissão de direção, chefia e assessoramento, todos de livre provimento e exoneração. O projeto prevê a extinção de 52 cargos de assessoria de um total de 470 existentes hoje, e a criação de 723 cargos em comissão, que serão ocupados por servidores de carreira ou não. 

O PROJETO 

Segundo o Executivo, o projeto corta em 11% o número de assessores comissionados (aqueles contratados sem concurso público) na Administração Municipal, o que vai proporcionar economia de R$ 20 milhões aos cofres públicos nos próximos quatro anos. 

O projeto prevê a extinção de 52 cargos de assessoria de um total de 470 existentes hoje. Com a redução, a quantidade passa a ser de 418, o que equivale a 2,8% em relação ao total de servidores da Prefeitura (hoje são 14.611). O projeto prevê ainda, a criação de 723 cargos em comissão, que serão ocupados por servidores de carreira ou não – os 418 citados acima estão nesta conta.

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Ao todo, o projeto propõe a extinção de 1.150 cargos em comissão, de livre provimento e exoneração, incluindo aqueles ocupados por servidores de carreira da Prefeitura. E, também, 12 gratificações de função.

Cargos de coordenadores dos distritos de Saúde e de coordenadores dos departamentos pedagógico e financeiro da Educação, por exemplo, são ocupados por servidores de carreira. Exclusivos a servidores de carreira do município, serão criadas 394 funções gratificadas de chefe de setor, com valor de R$ 5.500,92 mensais ou 20% do salário-base do funcionário. 

OUTRAS VOTAÇÕES 

Os parlamentares também aprovaram, em primeira análise, o PL da vereadora Débora Palermo (PSC) que pune locadores e locatários de locais utilizados para festas clandestinas em tempos de pandemia, bem como os frequentadores de festas deste tipo.  

O PL, que para se tornar lei ainda deve ser aprovado em segunda votação e ser sancionado pelo prefeito considera como festa clandestina qualquer evento de entretenimento não autorizado pela Prefeitura no qual haja cobrança pela participação ou comercialização de bebidas ou alimentos.

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“Estes eventos irregulares são fatores para o contágio desenfreado do vírus e é preciso conter essas atividades irregulares que colocam a população em risco. Importante ressaltar que a proposta é punir quem organiza, quem loca espaço para estas atividades e os frequentadores em toda a cidade de Campinas”, destaca a parlamentar. 

Se for aprovado em segunda análise e sancionado pelo prefeito, tornando-se lei, a infração implicará em multas de 5 mil UFICs (cerca de R$ 18,9 mil em valores atuais) ao proprietário ou possuidor de imóvel que ceder gratuitamente ou mediante pagamento – propriedade na qual esteja sendo promovida festa clandestina.  

O organizador do evento também será multado em 5 mil UFICs e os participantes da festa identificados/ flagrados no local poderão ser multados em 300 UFICs o equivalente a R$ 1.136,58.

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