A Prefeitura de Campinas anunciou nesta sexta-feira (14) o fim do estado de emergência para a dengue na cidade. O decreto, que foi assinado no dia 7 de março, buscava garantir ações de combate mais rápidas. A decisão pela revogação ocorre após uma queda expressiva do número de casos.
Apesar de o decreto ter perdido a validade a partir de hoje, a epidemia da dengue continua na cidade. Campinas tem atualmente 107.557 casos confirmados e 37 mortes pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
O que muda com o fim da emergência para a dengue?
O decreto de emergência para a dengue foi anunciado em março com o objetivo de garantir mais agilidade nas ações de combate, assim como flexibilizar as compras e contratações de serviços para conter o avanço da doença.
Andrea Von Zuben, diretora do Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), explica que o fim da emergência para a dengue não muda nada para a população em si, e sim para os processos administrativos. As ações da Prefeitura serão restabelecidas no formato tradicional, assim como os repasses financeiros, sem a mesma rapidez necessária para o foco no combate à doença.
“A gente vai continuar fazendo as atividades em campo e a população tem que continuar junto com a gente no controle de criadouros. Muda muito para a Prefeitura, porque esse decreto possibilitou compras mais rápidas, tanto para melhorar os insumos e medicamentos para assistência do paciente, quanto para o controle do vetor”, explica a diretora.
Ela também afirma que a cidade já tem todos os insumos necessários para aguentar o cenário de epidemia da dengue com facilidade até o final do ano. Porém, o controle por parte da população deve continuar.
Entenda a revogação
Um dos motivos apresentados pela Administração para que o decreto de emergência para a dengue deixe de vigorar foi a queda expressiva nos casos da doença. O pico de casos foi em abril, com 33.528 confirmações, em que a cidade já vinha em uma crescente de infecções desde janeiro.
A partir de maio, começou a queda, com 26.725 casos no mês. Até o dia 11 de junho, há 1.278 casos confirmados na cidade.
Andrea Von Zuben explica que a decisão ocorre após a Administração verificar uma diferença de muitos menos casos para serem assistidos, cuidados e tratados, tanto na rede pública quanto na rede privada.
Tem risco de os casos voltarem a crescer?
Após a queda nas confirmações nos últimos meses, a diretora do Devisa pontua que, mesmo com o fim do estado de emergência, as ações de combate da Prefeitura continuam.
Além disso, com a chegada do Inverno, que começa na próxima sexta-feira (21), as manhãs e fins de tarde mais frescos fazem com que o mosquito Aedes aegypti se reproduza menos. As condições do tempo, unidas com a contenção do número de criadouros, devem fazer com que o segundo semestre seja tranquilo, segundo Von Zuben.
“Vamos aproveitar a diminuição no número de casos e no número de mosquitos para deixar a cidade mais preparada possível para não termos um próximo Verão explosivo novamente”, pede a diretora à população.
O que já foi feito para combater a dengue em Campinas
- 800 mil imóveis foram visitados pelos agentes;
- Mais de 2.400 denúncias feitas pela população e atendidas;
- 38,6 mil pessoas sintomáticas para dengue foram atendidas e 13 mil pacientes foram encaminhados para a hidratação após receberam mensagem pelo WhatsApp de inteligência artificial;
- 20 mutirões, com mais de 500 voluntários;
- 22 mil toneladas recolhidas de cata-treco.
*Com informações de Heitor Moreira/EPTV Campinas
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