Um levantamento da Prefeitura de Campinas detalhou 12 áreas com risco de transmissão da febre maculosa. Até o momento, a cidade já registrou cinco mortes pela doença no ano. Três mortes foram confirmadas nesta semana e todas as vítimas haviam frequentado o mesmo evento, na Fazenda Santa Margarida, em Joaquim Egídio. Segundo a Administração, há alerta nas seguintes regiões da cidade:
- Sousas
- Joaquim Egídio
- Barão Geraldo
- Parque Ecológico
- Parque das Águas
- Parque Botânico
- Lagoa do Mingone
- Lagoa do São Domingos
- Ouro Verde
- Fazenda Chapadão
- Lagoa do Taquaral
- Lago do Café
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Após ser notificado, o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) anunciou uma série de ações de prevenção, informação e mobilização contra a febre maculosa na Fazenda Santa Margarida.
Segundo a Prefeitura, “a fazenda só poderá fazer novos eventos quando apresentar um plano de contingência ambiental e de comunicação”. Os responsáveis pelo local foram notificados sobre a importância da sinalização quanto ao risco da febre maculosa.
AS VÍTIMAS
No final da tarde desta terça-feira (13) a cidade confirmou que o empresário e piloto, Douglas Costa, de 42 anos, que também esteve em Campinas, em 27 de maio no evento também morreu pela doença. Ele era namorado da dentista Mariana Giordano, de 36 anos, que teve a morte confirmada ontem pelo Instituto Adolfo Lutz.
A SES (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo) ainda confirmou nesta terça a morte de uma terceira pessoa, uma mulher de 28 anos, de Hortolândia, que frequentou o mesmo evento. As três pessoas morreram no dia 8 de junho.
CASO SUSPEITO
A secretaria municipal de Campinas confirmou na noite desta terça-feira (13) que a adolescente de 16 anos com suspeita de febre maculosa também faleceu em um hospital da cidade. A causa da morte ainda não foi confirmada e aguarda o resultado dos exames.
“O material coletado está em análise no Instituto Adolfo Lutz. Por isso, a causa da doença ainda não foi confirmada”, detalha a Prefeitura.
A DOENÇA
A febre maculosa tem cura, mas o tratamento precisa ser iniciado precocemente com antibióticos adequados. A diretora do Devisa, Andrea von Zuben, informa que o principal sintoma da doença é a febre alta que pode ser confundida com outras enfermidades.
“Por isso é importante que o médico sempre pergunte ou que o paciente relate que esteve em área de vegetação com presença de carrapato ou capivara. Com esse histórico, o tratamento deve ser iniciado imediatamente”, relata.
Campinas e região é área endêmica para a febre maculosa. Este ano, com o caso da dentista e do empresário, são quatro casos confirmados, sendo que os quatro morreram. Dois eram de moradores da cidade e um o da dentista de São Paulo e o quarto o do empresário de Jundiaí.
O QUE DIZ A FAZENDA
“A respeito das recentes informações veiculadas pela mídia sobre o trágico falecimento da dentista Mariana Giordano e os sintomas apresentados pelo seu namorado, o empresário e piloto de Fórmula C300, Douglas Costa, a Fazenda Santa Margarida lamenta o ocorrido e, por meio desta, vem esclarecer os fatos relacionados à ocorrência da febre maculosa.
A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida aos seres humanos principalmente pelo carrapato-estrela (Amblyomma sculptum) e outros carrapatos do gênero Amblyomma.
Essa enfermidade é considerada uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida entre animais e seres humanos. Cabe ressaltar que a responsabilidade pelo controle e prevenção da febre maculosa é atribuída ao município, conforme estabelecido pela legislação pertinente.
Cumpre destacar que a região rural de Campinas sempre apresentou casos de febre maculosa, conforme amplamente explicado pela Diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) – Andréia Von Zuben, durante entrevista concedida hoje à imprensa. Segundo Andréia ressaltou “Não é culpa da Fazenda. A gente tá numa área endêmica pra Febre Maculosa. Campinas e Piracicaba são as cidades com mais casos no Brasil”.
A orientação é pela comunicação de risco, inclusive a Diretora, ainda durante sua entrevista a mídia na data de hoje, mencionou que os locais que possuem placas de alerta já instaladas, são locais dos quais a Vigilância já procedeu com estudos epidemiológicos e comprovadamente já houve transmissão.
A Fazenda Santa Margarida sempre agiu e age de acordo com todas as normas e exigências legais relacionadas à vigilância sanitária, bem como mantém um rigoroso processo de manutenção e cuidados em relação ao espaço e sua conservação.
Na data de ontem, dia 12 de junho de 2023 a Prefeitura de Campinas, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, esteve em nossas dependências para realizar a validação das medidas adotadas e a análise do local.
Ressaltamos que toda a documentação da Fazenda está em conformidade e regularidade com os órgãos competentes e as exigências legais, incluindo a Prefeitura Municipal de Campinas.
É importante destacar que, nos últimos anos, nunca houve qualquer caso semelhante a este. Por fim, a Fazenda Santa Margarida se coloca à disposição das autoridades competentes para qualquer auxílio necessário na investigação desse triste acontecimento”.
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