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CampinasCotidianoCampinas confirma nova morte por febre maculosa em 2025; vítima é um homem 44 anos

Campinas confirma nova morte por febre maculosa em 2025; vítima é um homem 44 anos

Ao todo, metrópole contabiliza quatro óbitos de resistentes e um caso de um morador de Curitiba que foi infectado na metrópole, mas após passar por reavaliação, o óbito foi colocado na sua cidade de origem

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A secretaria de Saúde de Campinas confirmou, nesta terça-feira (2), mais uma morte por febre maculosa em 2025. Com isso, a cidade tem quatro óbitos de residentes do município pela doença e um caso de um morador de Curitiba que foi infectado na metrópole, mas após passar por reavaliação, o óbito foi colocado na sua cidade de origem.

Em 2024, foram oito casos, sendo um óbito. Todos com transmissão em Campinas.

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Já neste ano (até novembro) são quatro casos (todos óbitos), apenas um de residente com infecção no município, mas um morador de Curitiba, que teve o óbito confirmado pela pasta, foi atendido em unidade pública de Campinas e o local provável de infecção foi uma área de pesca na Região Sul do município.

Por que existe essa mudança?

A epidemiologia só considera os casos de residentes, seguindo orientação do sistema de vigilância em saúde.

De acordo com Heloisa Malavasi, bióloga da secretaria de Saúde da cidade:

“A gente segue o mesmo padrão do painel do Estado e do painel no Ministério. Então os dados sempre são sujeitos à reavaliação e, às vezes, um caso que era considerado em um lugar, depois de investigação ele pode ser considerado em outro. É qualificação da informação. Isso é constante”,

explica.

Quem era a vítima e onde ela foi contaminada

Sexo masculino, 44 anos, residente na área de abrangência do Centro de Saúde (CS) Vista Alegre, região Sudoeste. Apresentou início de sintomas em 12 de outubro e o óbito ocorreu no dia 17 do mesmo mês. Foi atendido em hospital público de Campinas. O local provável de infecção é uma área de mata em outro município do estado de São Paulo.

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Outras vítimas

  • Mulher, 47 anos, moradora da região do CS Jardim Guanabara. Começou a apresentar sintomas em 4 de junho e faleceu no dia 10 do mesmo mês. Foi atendida e internada em hospital privado de Campinas. De acordo com a Prefeitura, o local provável de infecção foi um terreno privado na área rural no distrito de Sousas, perto do Rio Atibaia.
  • Homem, 63 anos, morador da região do CS Aeroporto. Ele apresentou os primeiros sintomas da doença em 31 de maio e a morte ocorreu em 6 de junho. Foi atendido e internado em hospital público de Campinas. O local provável de infecção é uma área de pesca em outro município do estado de São Paulo.
  • Mulher, 48 anos, moradora da região do CS Aurélia. Ela apresentou início dos sintomas em 5 de julho e a morte aconteceu em 13 de julho. Ela foi atendida e internada em hospital privado de Campinas. O local provável de infecção foi uma lagoa em outro município paulista, onde a paciente foi a cavalo.

Vítima de outro estado

  • Homem, 68 anos, morador de Curitiba (PR). Estava temporariamente em Campinas a trabalho e estava morando na área de abrangência do CS Carvalho de Moura. Começou a apresentar os primeiros sintomas da doença em 14 de junho e a morte aconteceu em 2 de julho. Segundo a Prefeitura, a vítima foi atendida em unidade pública de Campinas e o local provável de infecção foi uma área de pesca na região Sul do município.

Após uma reavaliação, o óbito da vítima foi contabilizado na sua cidade de origem.

O que é a febre maculosa?

A febre maculosa é uma doença grave, com alta letalidade, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. A infecção ocorre pela picada do carrapato-estrela infectado.

O período de sazonalidade vai de junho a novembro, quando há predomínio de micuins (larvas) e vermelhinhos (ninfas), que parasitam animais e humanos em áreas com vegetação, principalmente com cavalos, capivaras e animais silvestres.

Quais são os sintomas?

Os sintomas iniciais são:

  • febre
  • dor de cabeça
  • dor no corpo, com piora progressiva

Eles surgem de 2 a 14 dias após a picada e podem ser confundidos com dengue e outras viroses.

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A febre maculosa tem cura, mas o tratamento precisa ser iniciado logo nos primeiros dias para evitar agravamento e morte.

A recomendação é evitar contato direto com vegetação, usar roupas adequadas e retirar carrapatos rapidamente do corpo e da roupa.

Se houver febre após ir a áreas verdes, a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde e informar que esteve em local com possível presença do carrapato-estrela.

O que a cidade está fazendo para combater os casos?

A pasta tem reforçado as ações de prevenção à doença desde junho, em razão do período de sazonalidade, que se estende até o fim do ano. Entre o início de 2023 e o primeiro semestre deste ano foram realizadas 364 ações, sendo 62 em 2025.

A lista reúne palestras, oficinas, visitas a imóveis para orientar moradores, capacitações de profissionais e exposições.

Manejo de capivaras e mais orientações

A Prefeitura iniciou em setembro de 2024 um trabalho de manejo para controle reprodutivo das capivaras que vivem livremente nos parques públicos de Campinas. A iniciativa já esterilizou quase 200 animais que vivem na Lagoa do Taquaral e cerca de 30 no Lago do Café.

Também serão contemplados:

  • Parque das Águas
  • Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim
  • Parque Hermógenes de Freitas Leitão
  • Parque Linear Capivari
  • Parque Linear Ribeirão das Pedras

A gestão do projeto é coordenada pela Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Há ainda a Lei Municipal 16.418/2023, que obriga os estabelecimentos, produtores, promotores e organizadores de eventos realizados em locais sujeitos à presença do carrapato-estrela a informarem sobre o risco da febre maculosa brasileira.

A Prefeitura mantém uma página na internet com informações sobre a febre maculosa, incluindo perguntas e respostas, materiais educativos e um painel de monitoramento da doença.

Como se proteger?

Para evitar a febre maculosa, a Prefeitura orienta cuidados principalmente para quem frequenta áreas com vegetação, matas e regiões próximas a rios e lagos. Veja as principais dicas:

O carrapato-estrela é encontrado naturalmente em gramados e matas, em especial nas áreas próximas a rios, lagos e lagoas. Se estiver contaminado, pode transmitir a bactéria que causa a febre maculosa;

  • Evite caminhar, sentar e deitar na grama e nos locais com acúmulo de folhas secas caídas. Os carrapatos se concentram em áreas de sombra;
  • Evite se aproximar de rios, lagos, lagoas e dos animais presentes no local;
  • Faça piquenique, comemoração, ensaio fotográfico e atividade física nas áreas pavimentadas;
  • Use vestimentas claras e observe o corpo e as roupas. Se algum carrapato chegar até você será mais fácil enxergar;
  • Encontrou um carrapato aderido na pele? Retire com cuidado, sem esmagar, de preferência usando uma pinça e lave o local com água e sabão;
  • Em casa, tome banho quente e use bucha vegetal fazendo movimento circular. Se tiver algum carrapato na pele, a bucha ajuda a retirar;
  • Ao visitar áreas verdes e parques da nossa cidade, respeite as orientações das placas de informação e, se apresentar sinais e sintomas (febre, dor no corpo, dor de cabeça) em até 14 dias, procure por um serviço de saúde e relate a situação e exposição ambiental;
  • O carrapato de cachorro não é da mesma espécie do carrapato-estrela. Porém, se o seu pet frequenta área de risco, ele pode ser infestado pelo carrapato-estrela e levá-lo para casa.

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Vitória Amorim
Vitória Amorim
Vitória Amorim é natural da Bahia, está cursando o sexto semestre de Jornalismo na Unip, em Campinas. Estagiou no g1 de 2023 a 2025, além da apuração da EPTV, e, desde 2025, é assistente de Mídias Digitais do acidade on.

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