Se você sente que vive situações de estresse em Campinas, saiba que não está sozinho. A cidade foi eleita a sexta mais estressada do país, segundo o levantamento Blis Data 2025, que analisou dados clínicos e emocionais de cerca de 30 mil brasileiros em 1,9 mil municípios. Entre as cidades mais estressadas, Campinas aparece atrás apenas de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis e Curitiba.
Como o levantamento foi feito
O estudo foi elaborado a partir de informações de pacientes que buscavam acompanhamento clínico com terapias alternativas, incluindo cannabis medicinal. O banco de dados reúne relatos sobre sintomas, histórico clínico e o impacto do estresse na rotina dos entrevistados.
Perfil das pessoas mais esgotadas
O levantamento Blis Data 2025 aponta que a maioria das pessoas esgotadas são adultos socialmente produtivos que sofrem com insônia, ansiedade e estresse. Os dados apontam que entre os entrevistados:
90% trabalham
70% são casados
37% têm filhos
71% dos participantes praticam atividade física regularmente
55% fazem uso de medicamentos alopáticos
53% consomem álcool com frequência
Uma moradora de Campinas, que preferiu não se identificar, contou ao acidade on que o transporte público está entre as principais razões para seu estresse na cidade.
“É frustrante organizar o dia, sair com antecedência e mesmo assim ficar esperando no ponto sem saber se o ônibus vai chegar em cinco minutos ou em meia hora. Acaba com a nossa paciência às sete da manhã e te deixa estressado o resto do dia”, relatou a campineira, que começou a fazer terapia por causa de sintomas como insônia e ansiedade.
O estresse tem afetado não só quem mora em Campinas, mas também quem vem à cidade para trabalhar. Esse é o caso da arquiteta Yasmim Rodrigues, que mora em Paulínia e também menciona o transporte público.
“O que mais me estressa em Campinas é o transporte público e o trânsito. Os ônibus quase sempre estão cheios, com atrasos, e a sensação é de que nada flui como esperado. No trânsito, então, basta ser horário de pico ou chover que para tudo, tornando qualquer deslocamento cansativo e estressante”, disse Yasmim.
Além do trânsito, a analista de planejamento e controle Milena Ferraz também cita o comportamento dos campineiros.
“Moro no Centro, e mesmo com tudo perto, o fluxo de pessoas nos horários em que não estou trabalhando é altíssimo. Sinto que, ultimamente, a galera também está sem paciência; tudo é feito às pressas para dar conta de atender todo mundo”, contou Milena.
Ainda de acordo com a Blis Data 2025, o pico de sofrimento entre as pessoas analisadas se encontra na faixa etária dos 40 anos. Entre esses pacientes:
15 mil se declaram em estado de estresse crônico
40% já viveram crises de pânico
66% acordam já estressados
51% sofrem com falhas frequentes de memória
43% relatam tristeza quase diária
Além de Campinas, o ranking do mapa do estresse no Brasil também conta com outra cidade do interior de São Paulo: Ribeirão Preto, o oitavo município na lista.
Confira o ranking a seguir:
1° São Paulo
2° Brasília
3° Belo Horizonte
4° Florianópolis
5° Curitiba
6° Campinas
7° Santo André
8° Ribeirão Preto
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