Os usuários da linha 263 (Terminal Padre Anchieta), em Campinas, passaram a contar a partir desta última quinta-feira (31), com a frota renovada e sete veículos equipados com ar-condicionado. A linha faz a ligação entre os terminais Padre Anchieta e Mercado I e transporta cerca de 3,7 mil passageiros em dias úteis.
A entrega dos novos veículos faz parte da renovação de 54% da frota operacional da Campibus, empresa que integra o Concicamp (Consórcio Cidade de Campinas). No total, a renovação prevê a circulação de 60 novos ônibus do modelo convencional básico. Desses, 31 já estão em operação nos bairros do Campo Grande e Nova Aparecida.
Nova licitação de ônibus
A renovação total do transporte público está prevista na nova licitação, que exigirá 100% da frota modernizada, com ar-condicionado, Wi-fi, USB, câmeras de segurança, GPS e computadores de bordo, segundo o Executivo.
A Prefeitura informou, no dia 18 de julho, que trabalha para publicar, em outubro, o novo edital de licitação que vai definir a concessão do sistema pelos próximos 15 anos. A promessa é de melhorias tecnológicas, exigência de frota limpa, reorganização de linhas e redução nos tempos de espera.
O que está sendo feito no edital do transporte público?
De acordo com a Prefeitura, o edital está em fase final de ajustes, com base nas mais de 1.100 sugestões enviadas pela população durante o período de consulta pública, que durou 92 dias e foi encerrado em 2 de julho.
Como exemplo de contribuição, não será mais determinada a tecnologia empregada na frota de ônibus limpa. Ou seja, ela poderá ser elétrica, como anunciado anteriormente, ou utilizar outras tecnologias, como gás natural, biometano e hidrogênio. Até mesmo, uma nova forma de combustível verde que possa ser apresentada nos próximos 15 anos.
Colapso anunciado no transporte público
O novo modelo de concessão surge em meio a uma crise crescente no sistema atual. Dados da Emdec mostram que, só entre janeiro e junho deste ano, 12.732 ônibus apresentaram algum tipo de falha mecânica, uma média de 2.122 por mês, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2024.
A situação se agravou especialmente entre janeiro e abril, quando o número de quebras saltou de 1.041 (34 por dia) para mais de 3 mil (106 por dia). Em maio e junho, houve leve queda para 92 e 90 falhas diárias, totalizando 2.858 e 2.702 ocorrências, respectivamente.
A Emdec afirma que o aumento também está ligado à intensificação das exigências de registro de falhas mecânicas a partir de abril. Mas além das quebras, a frota enfrenta um problema ainda mais grave: seis ônibus pegaram fogo nos seis primeiros meses de 2025 — mais do que em todo o ano passado, que teve cinco casos.
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