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CampinasCotidianoCampinas registra quase o dobro de quedas de árvores no ano passado em relação a 2024

Campinas registra quase o dobro de quedas de árvores no ano passado em relação a 2024

Dados da secretaria de Serviços Públicos mostram aumento de 95,3% nas ocorrências, mesmo com redução no volume de chuva

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Você que mora em Campinas percebeu um aumento nas quedas de árvores pela cidade? Passou por algum problema por causa disso? Os números confirmam essa sensação. Dados da Secretaria de Serviços Públicos mostram que a metrópole registrou mais quedas de árvores em 2025 do que no ano anterior, mesmo com um volume menor de chuvas.

Ao longo de 2024, foram contabilizadas 280 quedas de árvores na metrópole. Já em 2025, esse número saltou para 547 ocorrências, um aumento de 95,3%, praticamente o dobro em apenas um ano.

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O tema é sensível em Campinas por conta de um histórico grave envolvendo mortes causadas por quedas de árvores. Em 2023, uma menina de 7 anos morreu após a queda de um eucalipto na Lagoa do Taquaral. Já em 2022, um técnico de eletrônica perdeu a vida ao ser atingido por uma árvore de grande porte no Bosque dos Jequitibás.

Casos como esses aumentam a preocupação da população diante do crescimento das ocorrências.

Menos chuva, mais quedas de árvores

O crescimento chama atenção porque não foi acompanhado por um aumento no volume de chuvas. Dados do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp apontam que, em 2024, Campinas registrou 1.218,9 milímetros de chuva. Em 2025, o acumulado caiu para 1.094,8 milímetros, uma redução de 10,1%. Ou seja, mesmo com menos chuva, o número de quedas de árvores aumentou.

Segundo o secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Paulella, as quedas de árvores estão relacionadas a uma combinação de fatores.

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Os fatores que determinam quedas de árvores são muito variáveis. Dependem da distribuição da chuva, se choveu muito em pouco tempo, das correntes de ar e dos ventos”,

explica.

Ele destaca ainda que, de 2023 para cá, houve um reforço significativo nas equipes de manutenção: o número de equipes dobrou, passando de 7 para 15, enquanto as equipes técnicas aumentaram de 4 para 10.

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“Quando venta, a gente entra em pânico”, dizem moradores do Chapadão

Os sinais da queda de uma árvore ainda estão visíveis na Rua Lúcio Pereira Peixoto, no Jardim Chapadão. Fios pendurados, buraco no chão e insegurança fazem parte da rotina dos moradores desde o dia 17 de dezembro de 2025, quando uma árvore caiu por causa do vento e interditou totalmente a via.

O problema deixou os moradores mais de oito horas sem energia elétrica.

Ficamos o dia todo sem energia, foi bem tumultuado. Um vizinho chegou a cair no buraco que ficou aberto”,

relata a aposentada Maria Antonieta de Albuquerque.

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A diarista Isaura de Oliveira também lembra do transtorno: “Foi um caos. Geladeiras desligadas, prejuízo e muito medo”.

Além dos danos já causados, os moradores relatam medo constante de que outras árvores da rua caiam, especialmente em dias de chuva e vento.

Quando balança, balança muito para o lado da minha casa. Quando chove, fico muito nervosa”,

conta Maria.

Isaura afirma que a situação já foi comunicada diversas vezes:

“Já fizemos várias reclamações no 156. Tem uma árvore com cupim e queda de galhos, mas ninguém toma providência”.

Em nota, a Secretaria de Serviços Públicos informou que realizou vistoria na árvore citada nesta segunda-feira (19). Um laudo técnico datado de 26 de novembro de 2025 aponta que a árvore está saudável, sendo necessária apenas a poda dos galhos.

Segundo o secretário, nem toda solicitação resulta em poda ou remoção, e cada caso passa por avaliação técnica. O prazo para poda pode chegar a até 90 dias, enquanto pedidos de remoção costumam ter resposta mais rápida.

2026 já começa com novos transtornos

E os problemas continuam. Em 2026, novas quedas já foram registradas. Durante a chuva do último sábado (17), cinco ocorrências foram atendidas pela cidade:

  • Avenida Orosimbo Maia (Centro/Leste) – queda de árvore
  • Avenida Ministro Costa Manso (Jardim Santa Eudóxia/Sul) – queda de galho
  • Rua Antônio Bento (Vila Industrial/Sul) – queda de árvore
  • Rua Ulisses da Rocha Ventura (Jardim Garcia/Noroeste) – queda de árvore
  • Avenida Imperatriz Leopoldina (Vila Nova) – queda de árvore, com bloqueio pela Emdec (Empresa de Desenvolvimento de Campinas)

*Com informações de Wesley Justino/EPTV Campinas

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Laura Nardi
Laura Nardi
Repórter Web no ACidade ON Campinas. Graduada em Jornalismo pela PUC-Campinas, tem passagem pelos portais Tudo EP e Jornal de Valinhos. Adentrou no Grupo EP em 2023 e atua nos conteúdos digitais, enfaticamente com a parte textual.

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