Campinas teve uma alta relevante no número de famílias que buscaram o apoio da Assistência Social para entrarem no Cadastro Único, programa que insere pessoas em situação de vulnerabilidade, para receber benefícios assistenciais. Segundo dados da Prefeitura, em 5 anos, o crescimento foi de 59%, comparando o período pré-pandemia com dados atuais.
Em 2019, havia 84.853 famílias cadastradas no CadÚnico em Campinas. Já neste ano, até março já eram 135,3 mil. De acordo com a Assistência, as famílias cadastradas dependem de apoio com alimentação, gás, e sobrevivem com ajuda de programas de renda (veja abaixo como fazer o cadastro).
FAMÍLIAS NO CADASTRO ÚNICO
- 2019: 84.853 famílias
- 2020: 87.045 famílias
- 2021: 98.910 famílias
- 2022: 126.809 famílias
- 2023: 135.360 famílias (até março)
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Fernanda dos Santos é uma das líderes de família que começaram a receber o benefício recentemente. Desempregada e sozinha com o filho de 2 anos, ela precisou se inscrever para contar com a assistência. Em maio, começou a receber o apoio, de R$ 750.
“Eu tinha um emprego, mas não era registrada, daí perdi o emprego em janeiro e precisei fazer o Cadastro Único porque não consegui emprego. Se não tivesse esse dinheiro não sei o que ia fazer, desempregada, com filho, sozinha, é difícil”, lamentou.

MOTIVOS DO AUMENTO
O economista Saulo Abouchedid explica que a situação econômica das famílias foi agravada nos últimos anos por causa da pandemia.
“O primeiro fator foi justamente o efeito da pandemia. Com o Auxílio Emergencial, a partir de 2020, se teve um aumento expressivo de famílias cadastradas, principalmente as famílias unipessoais, uma pessoa que se cadastrada para receber o auxílio por várias pessoas perderem os empregos e terem que recorrer aos programas do governo”, explicou em entrevista à EPTV Campinas.
Outro fator apontado por ele é o mercado de trabalho cada vez menos formal:
“Nós verificamos também ao longo desse período uma mudança da estrutura produtiva, com a chamada plataformização dos serviços oferecidos, com serviços de aplicativo. mesmo famílias que tenham algum tipo de ocupação têm uma renda tão volátil, estão em uma vulnerabilidade social que permite com que recebam algum programa de transferência de renda”, afirma.
MEDIDAS DE APOIO
Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas, Vandecleya Moro, a primeira ação é dar o apoio imediato para as famílias que precisam, posteriormente, o apoio é para as famílias se reestruturarem.
“Há uma série de programas que buscam primeiramente acolher, porque quem tem fome necessita alí daquele acolhimento emergencial. Posteriormente, através de acompanhamento assistencial e psicológico nós fazemos os encaminhamentos para os programas que buscam a emancipação social. Tanto que a gente vê muitas famílias que recebiam e insere outras famílias porque os antigos não têm mais necessidade daquele programa”, afirmou.
CADASTRO ÚNICO
O Cadastro Único atende a famílias que ganham até três salários mínimos. Também dá direito ao recebimento do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Tarifa Social de Energia Elétrica, entre outros.
Há atendimentos remotos para dúvidas e esclarecimentos, que ocorrerem por meio dos seguintes canais de atendimento, que funcionam como whatsapp, por região da cidade:
- NORTE – (19) 99392-4913
- SUL – (19) 99443-8253
- SUDOESTE – (19) 99493-1419
- NOROESTE – (19) 99548-1412
- LESTE – (19) 99476-4677
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