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Campinas vai transferir em juízo salário de terceirizados da limpeza

Prefeitura diz que fará os pagamentos devidos à Especialy diretamente à Justiça; entenda o caso

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Prefeitura de Campinas (Foto: Reprodução/EPTV Campinas)

 

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A Prefeitura de Campinas informou no final da tarde desta quarta-feira (20) que fará os pagamentos devidos à empresa Especialy, ex-terceirizada de limpeza da secretaria municipal de Educação, diretamente à Justiça do Trabalho.

“A Administração já antecipou os procedimentos internos para cumprir a decisão da 4ª Vara do Trabalho, independentemente de intimação, a fim de garantir o pagamento dos salários dos trabalhadores”, alegou o município.

A nota da cidade ainda alega que “reafirma seu compromisso de colaborar com o Poder Judiciário e demais autoridades em benefício da população” e “ressalta ainda que a decisão não representa nenhum juízo desfavorável ao município”.

Para a cidade, a medida representa uma aceitação por parte da Justiça do pedido formulado e feito pelo Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação da Região), que representa a categoria.

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DETERMINAÇÃO

O depósito foi feito após o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) determinar ontem (19) que a Prefeitura transferisse cerca de R$ 2,3 milhões para garantir o pagamento dos funcionários de limpeza das escolas municipais.

O pedido foi feito à Justiça do Trabalho pelo Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação da Região), que alegou que a terceirizada ainda não pagou os salários atrasados dos funcionários do setor.

O valor de R$ 2.358.179,12 deveria ser depositado em cinco dias como garantia de que o acerto seria feito. “Defere-se a antecipação dos efeitos da tutela na forma requerida, devendo a requerida depositar nos presentes autos o valor no prazo de cinco dias”, assinou a juíza Flávia Farias de Arruda Corseuil.

ENTENDA O IMBRÓGLIO

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No início de abril, a Prefeitura de Campinas suspendeu o contrato com a Especialy, até então contratada para fazer a limpeza em 208 unidades da rede pública.

A suspensão veio após uma nova paralisação de funcionários, que protestaram por três meses seguidos por falta de pagamento. Por causa dos transtornos, a empresa foi penalizada e multada em R$ 1,5 milhão, referente a 5% do valor do contrato.

A empresa também perdeu o direito de licitar e de estabelecer qualquer contrato com o município pelo período de dois anos.

No Diário Oficial, Administração afirmou que a empresa “não apresentou nenhum elemento novo capaz de justificar as irregularidades apresentadas, e referidos argumentos não são suficientes para afastar a sua responsabilização”.

O contrato com a Especialy foi firmado em outubro de 2021. O repasse mensal da Prefeitura era de R$ 2.580.303,30.

A NOVA EMPRESA

Campinas convocou a Arcolimp, empresa que foi segunda colocada no processo licitatório, para assumir o contrato estabelecido pela secretaria municipal de Educação. A nova empresa absorveu o quadro de funcionários da Especialy.

No início do mês, a Arcolimp convocou os funcionários da antiga terceirizada para assinatura do novo contrato. O processo ocorreu depois que a Prefeitura recomendou à Arcolimp a contratação do efetivo da antiga prestadora.

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Leandro Las Casas
Leandro Las Casas
Graduado pela PUC-Campinas desde 2011, atua há 14 anos no Jornalismo, área na qual cobriu sete eleições, participou de grandes coberturas e esteve a frente de podcasts e projetos de assessoria. Começou a carreira na rádio CBN Campinas, onde foi estagiário, repórter e apresentador. No acidade on Campinas, assina matérias e reportagens de todas as editorias desde 2021.

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