O HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) registrou um aumento de 26% no total de atendimentos de casos de câncer, entre 2023 e 2024. O número passou de 27.170 para 34.235 em um ano.
Entre esses pacientes, muitos casos são novos. De 1.320 que deram entrada em 2023, o número passou para 1.960 no ano passado, aumento de 48,5% só em casos novos.
Os tipos de câncer mais recorrentes no HC são: aparelho digestivo, como câncer de estômago, por exemplo, assim como tumores na cabeça e no pescoço.
Esta terça-feira (4) marca o Dia Mundial do Câncer, momento de refletir sobre cuidados, prevenção, mas também sobre a importância de oferecer políticas públicas.
Por que houve alta nos atendimentos de câncer no HC da Unicamp?
A superintendente do HC da Unicamp, Elaine Ataide, acredita que o aumento nos atendimentos está ligado a uma alta na busca por diagnósticos.
“Esse aumento é decorrente do pós-pandemia, muitas pessoas perderam os seus convênios, então isso é uma realidade. Lembrando que os diagnósticos estão sendo feitos cada vez em maior número, mais graves e necessitando vir para um centro de oncologia de alta complexidade, como é o nosso”, explica.
Atendimentos dos tipos mais comuns
O número de consultas no setor de oncologia do Hospital de Clínicas cresceu de quase 9.300 em 2023 para mais de 9.800 no ano seguinte. A maioria na investigação clínica para casos de tumores gastrointestinais, de cabeça e pescoço, de pulmão e urológicos.
Os dois tipos mais atendidos na unidade são:
- Aparelho digestivo: 305 pacientes
- Cabeça e pescoço: 255 pacientes
Sobrecarga
A região de Campinas terminou o mês de janeiro com ao menos 567 pacientes já diagnosticados com câncer esperando para iniciar tratamento. Desde outubro do ano passado, o número só cresceu. E, no último mês, 306 pessoas entraram nessa fila. Veja os números:
- Janeiro/25: 306 novos pacientes
- Dezembro/24: 166 novos pacientes
- Novembro/24: 69 novos pacientes
- Outubro/24: 26 novos pacientes
A superintendente do HC acredita que o sistema de saúde está sobrecarregado. No final do ano passado, a Unicamp apresentou um projeto para implantação do Instituto de Oncologia, que pode auxiliar nesse cenário.
“Ocorre pela sobrecarga e pela falta de uma capacidade instalada na região que possa dar mais celeridade. Disso, vem o nosso pleito desse hospital de câncer que iria oferecer um diagnóstico mais precoce e também um tratamento mais breve possível. Quando a gente vê que as pessoas estão há mais tempo esperando, nós, junto com o departamento regional, fazemos algumas tratativas de mutirões para diminuir essa lista e trazer esse paciente para começar o tratamento o mais rápido possível”, diz Ataide.
Prevenção
A superintendente orienta que a prevenção do câncer é a mais importante, com hábitos melhores de saúde, como não beber e não fumar, assim como sempre procurar uma unidade básica de saúde.
O que diz o DRS?
O DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas informa que estão em discussão novos serviços na região para ampliar a assistência, o tratamento e as cirurgias em diversas especialidades. Ainda não há prazo para a implantação do novo hospital do câncer na cidade.
“Atualmente, as filas de espera para consultas, cirurgias, exames e procedimentos são descentralizadas. A atual gestão trabalha para identificá-las e unificá-las, com o objetivo de ampliar os atendimentos e reduzir a demanda de espera, sempre respeitando os critérios de urgência e emergência. Desde o primeiro dia do novo governo, a SES vem atuando com a perspectiva da implantação de filas únicas regionais e publicizadas”, disse em nota.
*Com informações de Victor Hugo Bittencourt/EPTV Campinas
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