O número de atendimentos por arritmia cardíaca aumentou 14% no Estado de São Paulo entre janeiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde, que registrou 49.745 atendimentos neste ano, contra 43.706 no ano passado. As mortes súbitas também cresceram, passando de 1.397 para 1.483, um aumento de 6,6%.
O levantamento foi divulgado às vésperas do Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e de Morte Súbita, celebrado hoje, 12 de novembro. A data reforça a importância dos cuidados com o coração e do diagnóstico precoce, já que, segundo especialistas, as arritmias nem sempre apresentam sintomas evidentes.
| Indicador | Jan–Ago/2024 | Jan–Ago/2025 | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Arritmias cardíacas (atendimentos) | 43.706 | 49.745 | +14,0% |
| Mortes súbitas | 1.397 | 1.483 | +6,6% |
De acordo com o diretor de Estimulação Cardíaca e Eletrofisiologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Hugo Bellotti, diversos fatores podem explicar o aumento dos casos. O estilo de vida moderno tem impacto direto na saúde cardíaca. Sedentarismo, má alimentação, estresse crônico, tabagismo e consumo de álcool são fatores de risco importantes. Além disso, os avanços nos diagnósticos e o aumento da procura por check-ups também colaboram para o crescimento dos registros.
Situação na região de Campinas
Na região de Campinas, os dados do Departamento Regional de Saúde (DRS-7) apontam que o número de atendimentos por arritmia subiu de 1.443 entre janeiro e agosto de 2024 para 1.893 em 2025, o que representa um aumento de 31%.
No mesmo período, as mortes súbitas passaram de 174 para 200, uma alta de quase 15%.
Em Campinas, especificamente, os dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que entre janeiro e junho deste ano foram 136 casos (8 atendimentos e 128 internações). O perfil predominante é de homens e mulheres com mais de 75 anos, com uma distribuição equilibrada entre os gêneros.
| Período | Atendimentos | Internações | Total |
|---|---|---|---|
| Jan–Dez/2023 | 19 | 441 | 460 |
| Jan–Dez/2024 | 13 | 405 | 418 |
| Jan–Jun/2025 | 8 | 128 | 136 |
Histórias de quem vive com arritmia
A Rosemary da Graça Lopes, de 64 anos, moradora de Santa Bárbara d’Oeste, descobriu a arritmia há três décadas. Ela passou mal um dia e precisou ir ao pronto-socorro. Depois de uma série de exames, o cardiologista confirmou a arritmia. Desde então, ela toma medicamentos diariamente, mantém acompanhamento médico regular e pratica atividades físicas para fortalecer o coração.
“Levo uma vida normal, mas preciso ter mais cuidado, principalmente nos dias de calor”, relata Rosemary, que afirma ter aprendido a conviver bem com a condição.
Já Aparecida, outra paciente ouvida pela reportagem, descobriu a arritmia após sofrer um AVC. “Foi durante os exames que soube que a arritmia era crônica. Desde então, faço acompanhamento e sigo tomando remédios”, disse.
Há também histórias com final feliz, como a de Fátima, que conseguiu reverter o quadro com acompanhamento médico e hoje não tem mais arritmia.
O que é a arritmia cardíaca?
As arritmias cardíacas são alterações nos batimentos do coração, que podem se tornar irregulares, muito rápidos (taquicardia) ou muito lentos (bradicardia). Algumas são benignas, mas outras podem evoluir para casos graves, levando até à morte súbita.
Segundo o cardiologista Hugo Bellotti, nem toda arritmia é perigosa, mas o acompanhamento é essencial.
“Há arritmias que não exigem tratamento, mas outras precisam de monitoramento rigoroso e até de procedimentos cirúrgicos. O importante é não ignorar sintomas como palpitações, tontura, falta de ar ou desmaios”
Prevenção e cuidados
A melhor forma de prevenção é manter hábitos saudáveis. “Atividade física regular, alimentação equilibrada, controle do estresse e evitar o uso de cigarro e álcool são atitudes que fazem diferença”, reforça Bellotti.
Com o aumento dos casos em todo o Estado, especialistas alertam: mesmo sem sintomas, é importante realizar exames de rotina. A identificação precoce é a principal forma de evitar complicações e reduzir o risco de morte súbita.
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