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CampinasCotidianoCasos de infarto e AVC sobem quase 29% com a chegada do frio em Campinas; veja como se cuidar

Casos de infarto e AVC sobem quase 29% com a chegada do frio em Campinas; veja como se cuidar

Com mais de 2 mil atendimentos em 2025, especialistas alertam para os riscos do frio e reforçam a importância da prevenção das doenças cardiovasculares

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O número de atendimentos por IAM (Infarto Agudo do Miocárdio) e AVC (Acidente Vascular Cerebral) aumentou 28,98% entre abril e junho nas unidades da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar, em Campinas — justamente quando o frio começou a se intensificar com a queda das temperaturas. Foram 352 registros em abril e 454 em junho, o que representa uma preocupação crescente com a saúde cardiovascular da população durante o inverno.

Com a chegada das temperaturas mais baixas, os riscos à saúde do coração e do cérebro se intensificam de maneira significativa. Somente nos primeiros seis meses de 2025, foram contabilizados 2.067 atendimentos por infarto e AVC nas unidades que compõem a rede municipal.

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O levantamento, realizado pela Coordenadoria de Informação da Rede Mário Gatti, inclui os atendimentos realizados no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, no Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo Orsi (Hospital Ouro Verde), nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) Carlos Lourenço, São José, Campo Grande e Anchieta, além do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Entenda por que o frio agrava as doenças cardiovasculares

De acordo com o cardiologista Fábio Giovanetti Morano, que atua na Rede Mário Gatti, o inverno aciona uma série de respostas fisiológicas no corpo humano que podem sobrecarregar o sistema circulatório.

Uma das principais é a vasoconstrição arterial, mecanismo natural pelo qual os vasos sanguíneos se contraem para preservar o calor corporal. Essa contração eleva a pressão arterial, podendo prejudicar o fluxo sanguíneo para o coração e o cérebro — o que, por sua vez, pode resultar em infarto ou AVC.

Outro agravante observado no inverno é o aumento do estado de hipercoagulabilidade sanguínea, conhecido como trombofilia, em que o sangue tem maior tendência à formação de coágulos. Isso favorece o aparecimento de trombos e a obstrução de vasos sanguíneos, sobretudo em pessoas que já convivem com hipertensão arterial, aumentando as chances de eventos cardiovasculares graves.

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Além dos efeitos diretos do frio, o inverno também intensifica a incidência de infecções respiratórias, que causam inflamações no organismo e podem provocar a ruptura de placas ateroscleróticas já existentes nas artérias coronárias ou carótidas — outro gatilho para infartos e derrames.

Por fim, a estação mais fria do ano é também associada à mudança nos hábitos de vida: menor prática de atividade física, aumento da ingestão de alimentos calóricos e redução do consumo de água. Esses comportamentos agravam fatores de risco já existentes e ampliam a vulnerabilidade cardiovascular da população.

Grupos mais vulneráveis

Embora todos possam ser afetados, o frio representa uma ameaça ainda maior para pessoas com fatores de risco. Estão entre os mais vulneráveis:

  • Idosos
  • Hipertensos
  • Diabéticos
  • Obesos
  • Tabagistas
  • Pessoas com histórico pessoal ou familiar de doenças cardiovasculares

Como se prevenir

A boa notícia é que ações simples podem reduzir significativamente os riscos de doenças cardiovasculares durante o inverno. A principal recomendação é manter o corpo bem aquecido, utilizando roupas adequadas como gorros, cachecóis e meias, e evitar a exposição prolongada ao frio.

A hidratação também é essencial, mesmo que a sensação de sede diminua. Além disso, recomenda-se manter uma alimentação equilibrada, evitando alimentos ultraprocessados, ricos em sal, açúcar e gorduras saturadas, e dando preferência a frutas, vegetais, grãos integrais e peixes ricos em ômega-3.

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Outros cuidados incluem:

  • Manter a prática regular de exercícios físicos, preferencialmente em ambientes aquecidos
  • Dormir bem
  • Seguir corretamente os tratamentos médicos em andamento, com atenção especial ao controle da pressão arterial, colesterol e diabetes

Sinais de alerta

Segundo o cardiologista, identificar os sinais precoces pode ser decisivo para salvar vidas. No caso de infarto, os principais sintomas são:

  • Dor súbita no peito
  • Falta de ar
  • Suor frio inexplicável

Já em casos de AVC, é importante observar:

  • Alterações na fala
  • Dificuldades motoras
  • Desvio na rima da boca
  • Confusão súbita

Em qualquer uma dessas situações, é essencial procurar atendimento médico imediato, para garantir o diagnóstico e o tratamento no tempo adequado, minimizando sequelas e salvando vidas.

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isabelagalvao
isabelagalvao
Estudante de jornalismo de 22 anos, graduanda na Puc Campinas, com experiência de estágio de um ano e meio em emissora local.

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