A nova etapa do Censo 2022 divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (5) traz um retrato inédito sobre o entorno das favelas e comunidades urbanas do país. O levantamento detalha a presença e ausência de elementos básicos de infraestrutura, como calçadas, pavimentação, bueiros, iluminação pública, arborização e pontos de ônibus.
Em Campinas, onde vivem 139.465 pessoas em 45.311 domicílios localizados em favelas e comunidades, os dados mostram um cenário marcado por carências que afetam diretamente a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida.
Principais carências no entorno das comunidades de Campinas
- Segundo o IBGE, a maior parte dos moradores convive diariamente em vias sem equipamentos básicos:
- Sem ponto de ônibus: 124.774 moradores (89,4%)
- Sem bueiro ou boca de lobo: 86.961 moradores (62,3%)
- Sem pavimento: 65.599 moradores (47%)
- Sem calçada: 60.372 moradores (43,2%)
- Sem arborização: 50.992 moradores (36,56%)
- Sem iluminação pública: 21.266 moradores (15,2%)
O levantamento evidencia o contraste com áreas fora das favelas. No estado de São Paulo, por exemplo, 66% dos moradores de comunidades vivem em ruas sem árvores, enquanto fora dessas áreas o índice é de 25%. A proporção de vias sem calçada também é muito maior nas favelas (44,8%) do que no restante do território (4,8%).
Quem vive nas comunidades e favelas de Campinas
A análise do perfil dos moradores também revela características importantes sobre a composição social desses territórios:
- Brancos: 46.115 moradores (33,07%)
- Pretos: 18.632 moradores (13,36%)
- Amarelos: 129 moradores (0,09%)
- Pardos: 74.364 moradores (53,32%)
- Indígenas: 225 moradores (0,16%)
Há um equilíbrio entre os gêneros, mas as mulheres representam ligeira maioria, com 50,29% do total. A faixa etária mais comum é a de 30 a 39 anos, que concentra 23.327 pessoas (16,73%).
Cenário no estado de São Paulo
Além dos dados referentes a Campinas, o Censo tambem detalhou caracteristicas gerais do estado de São Paulo entre os moradores de comunidades e favelas. No estado, 3,6 milhões de pessoas viviam em favelas em 202, cerca de 8% da população paulista. O levantamento mostra ainda que:
- 52% dos moradores são pardos, 34,4% brancos e 13,2% pretos.
- 32% têm entre 0 e 19 anos, e 8,9% são idosos.
- 545 mil moradores viviam em trechos sem iluminação pública.
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