
Um levantamento da Defesa Civil de Campinas registrou um aumento nas ocorrências atendidas pelo órgão em áreas de risco em 2022. A comparação é entre o início deste ano com o mesmo período do ano passado.
A diferença percentual entre os anos é de aumento de 97,8%. Nos dois primeiros meses do ano passado foram 94 atendimentos. Nos imóveis regulares foram 64 ocorrências e habitações irregulares, 30 casos.
Já neste ano, em janeiro e fevereiro o número quase dobrou. Foram 133 atendimentos em imóveis regularizados e, em imóveis irregulares, a Defesa Civil atendeu 53 casos. No total, foram 186 atendimentos.
DESALOJADAS
Nesse início de ano, mais de 100 famílias dessas áreas ficaram desalojadas e tiveram que ir para casa de parentes por conta de situações de alagamento, quedas de árvores e muros.
Esse aumento tem relação com as chuvas que, segundo o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, acumularam mais de 480 milímetros nos dois primeiros meses de 2022.
No total, foram 117 casas alagadas, 123 quedas de árvores e mais de 40 quedas de muro nos últimos dois meses. Imóveis em bairros de casa regulares, regiões consideradas de classe média, por exemplo, representaram o maior volume de chamados à Defesa Civil, aponta o órgão.
AVALIAÇÃO
“A nossa região foi bastante atingida e o excesso de chuva foi bastante significativo. Diria que uma coisa foi importante: houve diminuição de atendimento em áreas consideradas de risco. Porque se tivéssemos essas ocorrências nestes locais teríamos, com certeza, vários óbitos”, disse o diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.
Ainda de acordo com ele, essas ocorrências nas áreas de risco vêm diminuindo ao longo dos anos. “Porém, sempre será nossa preocupação. Porque são áreas mais vulneráveis e causam apreensão maior”.
Furtado afirmou que as outras moradias que apareceram no levantamento não estavam em mapeamento algum. “Isso aconteceu de forma espontânea. Não tem mapeamento para dizer qual o bairro, qual a região. Às vezes temos chuva intensa em uma área que não é considerada de risco”.

Apesar desse cenário, o mês de fevereiro foi considerado o mais seco dos últimos oito anos. Isso mostra que as chuvas em janeiro foram as que mais provocaram danos. A expectativa é que em março não haja tanta precipitação.
O telefone de atendimento da Defesa Civil é o 199. (Com informações da EPTV Campinas)