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Temer visita Sirius, faz discurso e evita responder a imprensa

Em breve discurso, o presidente disse que a magnitude do projeto "revela as potencialidades do Brasil"

| ACidadeON/Campinas -

Presidente durante discurso no Sirius. Foto: Luciano Claudino/Código 19
 
O presidente Michel Temer esteve em Campinas na manhã desta quinta-feira (15) para visitar o Projeto Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Em breve discurso, o presidente disse que a magnitude do projeto "revela as potencialidades do Brasil". "Esse fato deve ser divulgado não só no Brasil, mas também no exterior para que os brasileiros tenham orgulho do País", disse.   
 
"Acabamos de conhecer um projeto extraordinário. Tecnologia avançadíssima, recebemos todos uma explicação muito adequada, muito competente deste projeto. Isso revela as potencialidades do país", declarou o presidente após a visita. "Este fato tem que ser divulgado, não só para o Brasil, para que os brasileiros tenham mais orgulho da sua pátria, mas transmitido para o exterior", afirmou. 
 
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Temer saiu do evento sem dar entrevistas. Ele se reuniu mais cedo no local com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), quando, de acordo com a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes, ambos trataram unicamente do projeto. O tucano também saiu sem falar com a imprensa.

Participaram da visita ainda o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, e o deputado Celso Russomanno (PRB-SO), entre outras autoridades políticas e acadêmicas. O vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, que está exercendo função de prefeito interino também participou da visita.
  
O projeto 

O acelerador, em construção desde dezembro de 2014, está com 80% das obras concluídas e tem como previsão começar a funcionar no segundo semestre desse ano e conclusão total prevista para 2020. Com 500 metros de circunferência, no interior de um edifício de 68 metros quadrados, o acelerador será a maior e mais complexa estrutura científica do Brasil.

O projeto tem apoio financeiro do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, de R$ 1,8 bilhão. Assim que for entregue, o Sirius será aberto à comunidade científica do país e do mundo. O equipamento gerará radiação, com uma luz sincrotron, de altíssimo brilho, capaz de penetrar materiais e fazer descobertas na escala dos átomos e das moléculas. A tecnologia vai trazer avanços nas áreas de nanotecnologia, saúde, agricultura, energia, entre outros.

O acelerador de partículas projetado para produzir um tipo de radiação eletromagnética que inclui desde a luz infravermelha até os raios X. A luz, denominada sincrotron, é utilizada na análise dos mais diversos materiais e revela estruturas nos seus níveis de átomos e moléculas.  
 

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