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Servidores envolvidos no caso Ouro Verde são presos pelo Gaeco

Eles estão ligados à investigação de supostos desvios de verba pública no Hospital Ouro Verde

| ACidadeON/Campinas

Anésio, investigado pela Operação Ouro Verde, durante entrevista 
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), do Ministério Público, deu início a segunda fase da Operação Ouro Verde, na manhã desta quinta-feira (22), e prendeu os servidores públicos da Prefeitura de Campinas Anésio Corat Júnior e Ramon Luciano da Silva. Os mandados de prisão são temporários.

Eles estão ligados à investigação de supostos desvios de verba pública no Hospital Ouro Verde. As prisões ocorreram nas casas onde eles moram, no bairro Botafogo e em um condomínio de luxo no distrito de Barão Geraldo, pela manhã. No dia 1º de dezembro de 2017, por causa das investigações, a Prefeitura exonerou Ramon e afastou Anésio.   

Também foram apreendidos uma BMW, na casa de Júnior e, duas motos - uma Ducati e uma Burgman - na casa de Ramon (veja fotos abaixo). 

Essa segunda fase da operação tem quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão em Campinas e em São José do Rio Preto e, relaciona-se especificamente ao esquema de corrupção apurado no Departamento de Prestação de Contas da Secretaria da Saúde de Campinas.   

A investigação apontou para pagamento de propina, mensalmente, a servidores públicos, em troca da atuação para assegurar o desvio sistemático de verbas públicas pela organização criminosa por trás da OS Vitale. A operação tem como foco desarticular grupo criminoso que desvia recursos públicos da área da saúde. Segundo a apuração foram desviados R$ 4 milhões no esquema. 
 
Em Rio Preto os mandados de prisão são para Osvaldo Perezi Neto, que foi preso e, Orlando Leandro de Paula Fulgêncio, eles estão ligados aos servidores de Campinas. Anésio estava em cargo comissionado como diretor de departamento, junto ao Departamento de Prestação de Contas, da Secretaria Municipal de Saúde. Na casa dele foram encontrados cerca de R$ 1,2 milhão. Já Ramon era coordenador Setorial de Auditoria e de Repasse Público ao Terceiro Setor, do Departamento de Prestação de Contas. Na casa dele, foram apreendidos documentos.  
 

 
Os dois servidores foram levados para a sede do Gaeco em Campinas, assim como os veículos apreendidos e documentos. 
O promotor do Gaeco Daniel Zulian afirmou que eles serão ouvidos ainda hoje no local. "Estamos investigando esse esquema de corrupção e a operação de hoje está ligada ao esquema de desvio ligado ao departamento de prestação de contas da Secretaria de Saúde. Além dos servidores, os mandados de Rio Preto são as pessoas ligadas a OS Vitale. Essa fase é ligada a corrupção desse setor. Em troca da propina eles garantiam vantagens à organização criminosa que agia por trás da vitale. Essa segunda fase pode não ser a última, a investigação está em curso", afirmou. 

No ano passado seis pessoas foram presas na primeira fase da operação. Segundo a investigação, eles cobravam por consultorias fantasmas na área de saúde, ou seja, que nunca aconteciam. Com isso geravam lucros mensais, associados a Organização Social Vitale. O grupo criminoso recebia parte do repasse de dinheiro público à empresa, que tinha contrato com a Prefeitura de Campinas desde 2016 para gerir o hospital.
 
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