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Ambulantes ganham área no entorno do HC da Unicamp

23 comerciantes foram instalados em uma área para que eles possam vender seus produtos regularmente

| ACidadeON/Campinas

Ambulantes conheceram nova área no HC. Foto: Luciano Claudino/Código 19

Após impasses e constantes enfrentamentos entre ambulantes e fiscais da Setec (Serviços Técnicos Gerais) no entorno do HC (Hospital de Clínicas da Unicamp), na manhã desta segunda-feira (7), 23 comerciantes foram instalados em uma área para que eles possam vender seus produtos regularmente. Todos eles foram cadastrados pela Setec e agora são formalizados e podem trabalhar no local que foi cedido pela universidade.

Eles foram alocados na antiga área de estacionamento de ambulâncias que foi reduzida e receberam barracas desmontáveis. Os camelôs passaram a pagar a taxa mensal de R$ 123,36 que foi definida de acordo com a metragem das barracas. Nas barracas eles podem comercializar salgados e bebidas, mas são proibidos de comercializar refeições, e produtos que não sejam alimentos e bebidas. 

Desde cedo fiscais da Setec estão no local para fazer a demarcação do espaço das barracas. A área ainda é provisória porque a Unicamp irá construir uma infraestrutura, como rede de água e esgoto, bem como barracas em alvenaria, garantindo assim uma melhor prestação de serviços à população no local. A fiscalização continuará sendo feita pela Setec.

"Eles ficarão no local até que um projeto que propõe criar uma área de acolhimento para os usuários do hospital seja criado. A nova área deve acolher esses ambulantes também e será como uma praça de convivência e alimentação para os usuários do hospital", explicou o chefe de gabinete da reitoria da Unicamp, Joaquim Murray Bustorff Silva.

Sobre um impasse que pode ser gerado pela presença das bancas populares com os restaurantes que já existem no local ele afirmou que há espaço para todo mundo. "Apenas cedemos o espaço para a Setec que já gerencia todo o esquema com os ambulantes na cidade. O que precisávamos era resolver um conflito que existia aqui. Conseguimos dar um primeiro passo para formalizar tudo. Aqui tem muitos usuários que precisam ter essa opção de alimentos com preços mais baixos", explicou.

A distribuição das bancas foi definida pelos próprios ambulantes que atuam há anos no local. Segundo a Setec, eles fizeram um sorteio entre eles e definiram quem poderia atuar nesse espaço. Os ambulantes que vendiam produtos piratas foram proibidos de se instalarem no local. 
 
Antes da definição do espaço, era comum conflitos entre fiscais da Setec e os comerciantes ambulantes que não podiam vender os produtos no local. No ano passado, algumas ações da Setec com apoio da Guarda Municipal, recolheu diversos produtos dos ambulantes o que gerava constantes brigas no local. A Setec tem um convênio com a universidade onde é autorizada a fiscalizar o uso e ocupação do solo no local. 
 
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