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Quando a inovação está a serviço da saúde: conheça o Biofabris

Inovação vai além da automação de tarefas da casa e da indústria, podendo auxiliar no tratamento e bem estar de pacientes com sequelas físicas

| ACidadeON/Campinas

Placas de titânio impressas em 3D corrigem deformidades no crânio (Foto: Divulgação) 

Se a inovação já nos permite automatizar nossas casas e indústrias, o que ela poderia fazer para a nossa saúde? Pesquisadores e especialistas do Laboratório Biofabris da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já criam e implementam próteses de crânio customizadas e impressas em 3D que são mais resistentes e baratas e possuem baixíssima rejeição do corpo humano.

Normalmente, pacientes passam por cirurgias de enxertos ósseos, que utulizam lâminas ósseas da cabeça do próprio paciente, ou com a produção de próteses de polimetilmetacrilato, também conhecido como acrílico essa última, entretanto, pode chegar a custa mais de R$ 100 mil, dependendo do tamanho. Além disso, existe também a possibilidade do corpo humano rejeitar a prótese.

Há pelo menos sete anos, acadêmicos e cirurgiões do laboratório estudam a criação de próteses de titânio impressas em 3D. Além dos benefícios como maior resistência, a prótese de titânio, por ser customizada e impressa em 3D, se iguala muito ao formato original do crânio, melhorando muito a estética do paciente e, consequentemente, o seu bem estar.

O laboratório já tratou dez pacientes, criando um modelo em três dimensões de cada crânio para criar com exatidão a placa de titânio que serve de prótese. Os pacientes relatam menores dores de cabeça e problemas físicos que os modelos tradicionais de plástico com feitos com a técnica de enxerto.  

Ubiratan Bizarro e seu exoesqueleto "caseiro": falta apoio (Foto: Renan Lopes/ACidade ON)

INOVAÇÃO CASEIRA

A vontade de ajudar o próximo surge até mesmo naqueles que não têm acesso a grandes laboratórios nacionais. Ubiratan Bizarro, designer industrial, construiu um exoesqueleto para deficientes físicos, mais especificamente paraplégicos, aqueles que não possuem o movimento da cintura para baixo, mas possuem da cintura para cima.

Exoesqueletos não são necessariamente novidade ou exclusividade para deficientes físicos a ferramenta existe em indústrias e na área militar, por exemplo, para auxiliar na diminuição do gasto físico do indivíduo. Estes, no entanto, são muito restritos, seja pela área a que se destinam (como aparelhos que auxiliam funcionários de montadoras automotivas a abaixar sem gastar tanta energia ou gasto físico) ou devido ao seu custo: alguns aparelhos podem ultrapassar a casa do milhões.

O exoesqueleto criado por Bizarro é voltado, a princípio, para a prática de exercícios físicos. "O cadeirante não vai colocar o exoesqueleto e sair andando", diz. "Mas é uma maneira fácil de colocá-lo e mantê-lo de pé". A prática de exercícios físicos por cadeirantes é necessária para evitar uma série de doenças, como osteoporose e trombose, a ferramenta ajudaria a evitá-las. "Além disso, o sistema melhora a autoestima do paciente, já que ele consegue ficar de pé, se ver na mesma altura que pessoas que podem andar", diz.

Bizarro desenvolve a ferramenta em seu escritório de design, local onde atende clientes e dá aulas dos mais diversos tipos de desenho, desde os mais simples até o industrial. O protótipo já foi testado em alguns cadeirantes, mas o designer explicar que precisaria de suporte de alguma empresa para desenvolvê-lo em uma ferramenta produzida em larga escala. "Assim poderíamos diminuir o preço e atender um número maior de pessoas", completa.   

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