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Sem negociação, trabalhadores ocupam reitoria da Unicamp

Para trabalhadores, Sindicato não está ocupando, mas esperando "retorno de reunião"

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Trabalhadores ocuparam prédio da reitoria da Unicamp na noite desta terça-feira (3). (Foto: Daniel Mafra/EPTV) 

Cerca de 13 trabalhadores em greve da Unicamp resolveram ocupar a reitoria durante a noite desta terça-feira (3) após a reunião de negociação ter sido encerrada, por volta de 18h30, sem avanço na proposta de reajuste salarial. Até as 22h30 eles continuavam no prédio, sem previsão de saída. 
 
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Segundo o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp), a reunião foi encerrada "unilateralmente" pela comissão de negociação da Unicamp. Por isso, a permanência acontece até que a reunião seja retomada e não é considerada pelo Sindicato uma ocupação.

Por meio de assessoria de imprensa, o STU disse que a atitude é "de aguardar a reunião de negociação". Além dos trabalhadores dentro do prédio, há grevistas fazendo vigília na parte externa da reitoria.

No entanto, para o reitor Marcelo Knobel, da Unicamp, a atitude dos grevistas é uma ocupação que não "colabora com o ambiente democrático e de diálogo na negociação". A greve começou no dia 22 de maio e, desde então, os trabalhadores têm feito passeatas e chegaram a fechar entradas da Unicamp. Knobel disse ainda que a reunião não acabou de forma abrupta. 

"A proposta colocada pelo Sindicato não foi aceita pela reitoria. Estamos ainda dispostos a negociar. No entanto, as pessoas que estavam na reunião não quiseram sair da reitoria", disse ele. Agora, a Unicamp negocia para que eles saiam do local. A Unicamp também se manifestou em nota oficial, dizendo que "continua aberta ao diálogo, como sempre esteve, mas lamenta a atitude do STU" (leia na íntegra abaixo).

A GREVE


Os funcionários da Unicamp iniciaram a greve para pleitear aumento de 12,6% nas remunerações. Mas o Consu (Conselho Universitário da Unicamp) homologou o índice de 1,5% diante da situação financeira da universidade, que previa déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões antes de considerar a aprovação do reajuste nas contas. Nesta semana a universidade propôs ao STU e a Adunicamp o aumento de R$ 100,00 no auxílio alimentação. A proposta acaba hoje (29).   

A NOTA DA UNICAMP

"A Chefia de Gabinete da Unicamp recebeu na tarde desta terça-feira (03) representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp para mais uma reunião de negociação. Ao final do encontro, como não houve acordo sobre os itens reivindicados, os representantes do STU se recusaram a deixar o prédio da reitoria. Diante do impasse, a Reitoria acionou a Procuradoria Geral da Universidade para negociar a saída dos sindicalistas.  

Até as 20h30 minutos o grupo permanecia no prédio. A Reitoria continua aberta ao diálogo, como sempre esteve, mas lamenta a atitude do STU, que não contribui para superar divergências naturais num processo de negociação. A Unicamp mantém a oferta de aumento para R$ 950 no vale alimentação, além de 1,5% de reajuste salarial proposto pelo Cruesp, que constituem o esforço possível diante de um quadro financeiro que aponta para um déficit de R$ 240 milhões em 2018. A Unicamp reitera, ainda, o seu compromisso com a responsabilidade administrativa e transparência na gestão pública".



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