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Reitoria da Unicamp segue ocupada por grevistas

Funcionários grevistas querem a presença do reitor, Marcelo Knobel, para negociação de questões salariais e benefícios

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Funcionários grevistas apoiam ocupação da reitoria. (Foto: Helen Sacconi/EPTV)

Os funcionários grevistas da Unicamp continuam ocupando a reitoria da universidade na manhã desta quarta-feira (4). No começo da noite de ontem 13 trabalhadores grevistas, após uma reunião de negociação com representantes da universidade ter sido encerrada, por volta de 18h30, sem avanço nas propostas, eles resolveram permanecer no local. Eles exigem a presença do reitor Marcelo Knobel no prédio. Knobel afirmou hoje pela manhã que não vai ao local conversar com os grevistas sob pressão (leia mais abaixo). 
 
Em nota a Unicamp informou que a Reitoria fará mais uma reunião com o sindicato hoje às 14h, caso o sindicato desocupe o prédio, que deve contar com a presença do reitor.

Além dos funcionários no interior do prédio, um outro grupo passou a noite do lado de fora em apoio aos que estão no interior da reitoria. Pela manhã, eles montaram uma mesa de café da manhã no local e penduraram faixas contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela universidade.

"Temos dois pontos de pauta que são importantes. O primeiro é a questão do desconto da greve. Tem gente que teve desconto e tem gente que não teve. Também a questão do reajuste do vale alimentação. Eles fizeram uma proposta de R$ 950,00. Nos fizemos uma contraproposta e eles não respondem isso", afirmou a diretora do STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp) Margarida Barbosa.  

Os grevistas alegam que estão com salários defasados há três anos e reivindicam reajuste de 12,6%. A Unicamp apresentou uma proposta de aumento de 1,5% diante da situação financeira da universidade, que previa déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões antes de considerar a aprovação do reajuste nas contas.  

Os grevistas dizem que só vão deixar o local depois que novas reuniões forem feitas. "Eles sabiam que iríamos ficar esperando o reitor e ele não apareceu. Falamos que precisamos conversar com o reitor. O secretário simplesmente saiu da sala e não falou nada. Então estamos esperando uma resposta da reitoria e, agora queremos uma resposta do reitor", afirmou a diretora.  

Quanto ao vale alimentação os grevistas querem um aumento de R$ 230,00, fazendo com que o tíquete passasse a R$ 1.080. A proposta da universidade é de R$ 950,00.   
 
O sindicato informou que a ação não é uma ocupação, e que eles estão lá só esperando o reitor.  
 
No meio da manhã parte dos funcionários grevistas fizeram um protesto em um auditório onde estava ocorrendo a posse da nova diretoria da Faculdade de Medicina. Lá, eles foram até a frente do palco onde levantaram uma faixa para a plateia com informações sobre o movimento grevista.
 
O REITOR   

Por volta das 9h30 o reitor Marcelo Knobel afirmou que a reunião de ontem a tarde, entre os grevistas e a universidade, não estava marcada, mas que foi forçada pelos funcionários. Ele disse que tinha outros compromissos e por isso não tinha como atender. Por isso solicitou que um representante atendesse aos funcionários. 
 
Ele contou que os trabalhadores apresentaram ao chefe de gabinete e à chefe de gabinete adjunta, professores Joaquim Murray Bustorff Silva e Shirlei Maria Recco Pimentel, uma pauta de reivindicação com apenas dois itens: reajuste do auxílio alimentação para R$ 1.080,00 e o não desconto dos dias parados durante a greve. Em seguida, os representantes da reitoria levaram os pedidos ao seu conhecimento e que após analisar as reivindicações sob os pontos de vista econômico e legal, os dirigentes da universidade informaram aos representantes dos trabalhadores que a instituição não tinha condições de atender aos pedidos. O grupo, então, decidiu permanecer no local até que tenha suas reivindicações acolhidas. 

Ela adiantou que não tem como mudar a contraproposta da universidade e afirmou que não vai se reunir com os grevistas, porque "não é assim que se resolve as coisas e que não vai se apresentar por pressão".

Knobel lembrou que já foram feitas várias reuniões com os funcionários, e destacou que a situação financeira da universidade não é boa -  déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões antes de considerar a aprovação do reajuste nas contas.  
 
O reitor também destacou que haverá uma nova reunião orçamentária prevista para agosto e nessas futuras reuniões podem voltar a discutir a questão do aumento, mas que por enquanto não tem como mudar o que já foi definido (reajuste de 1,5%).  

Desde ontem a segurança na frente da reitoria foi reforçada. Pela manhã funcionários da reitoria que chegaram para trabalhar e estão entrando normalmente no prédio.  

A GREVE  

A greve começou no dia 22 de maio e, desde então, os trabalhadores têm feito passeatas e chegaram a fechar entradas da Unicamp. Os funcionários da Unicamp iniciaram a greve para pleitear aumento de 12,6% nas remunerações. Mas o Consu (Conselho Universitário da Unicamp) homologou o índice de 1,5% diante da situação financeira da universidade, que previa déficit orçamentário de R$ 238,4 milhões antes de considerar a aprovação do reajuste nas contas. Nesta semana a universidade propôs ao STU e a Adunicamp o aumento de R$ 100,00 no auxílio alimentação. A proposta acaba hoje (29).
 


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